Aventuras de um puto português em Riyadh, Arabia Saudita

Quinta-feira, Maio 14, 2009

Não aguentei... tenho que colocar este post! :)

Juiz machista diz que mulher que gasta muito merece apanhar

A polêmica afirmação partiu de um juiz saudita durante uma conferência - acredite - sobre violência doméstica.
Segundo informações do jornal saudita, Arab News, Hamad Al-Razine disse que “se uma pessoa der 1.200 reais à esposa e ela gastar 900 para comprar uma abaia (capa preta que as mulheres sauditas devem usar) de uma loja de grife e depois o marido der um tapa no seu rosto, ela merece o castigo“.

Imediatamente (e inevitavelmente) as mulheres presentes começaram a protestar ruidosamente, sentindo-se chocadas ao escutarem as observações vindas do juiz.

Segundo a CNN, o jornal observou que ele estava tentando explicar a razão pela qual incidentes de violência doméstica haviam aumentado na Arábia Saudita. Ele disse que as mulheres e homens têm responsabilidade partilhada.

A violência doméstica, que costuma ser um tabu no conservador país, tornou-se um tema quente nos últimos anos. Grupos, como o Programa Nacional de Segurança Familiar, fizeram campanhas para educar o público sobre o problema e ajudar a prevenir abusos domésticos.

Para quem não sabe, as mulheres são constantemente censuradas. Elas normalmente não podem votar, ocupar cargos públicos e, pasmem, sequer podem dirigir sem autorização prévia de um homem.

Terça-feira, Abril 21, 2009

Momentos X







Censura VI







Quarta-feira, Março 11, 2009

Sand Storm II

Sand Storm já publicada "Sand Storm I"

Sand Storm's in Riyadh

Uma tempestade de areia atingiu nesta terça-feira (10/03) a cidade de Riad, na Arábia Saudita, e causou o fechamento do aeroporto internacional da região. Segundo as autoridades, a visibilidade no aeroporto e em vários outros pontos da cidade é zero. A informação foi divulgada pelo jornal "Strait Times"
Vários voos internacionais precisaram ser direcionados para outros aeroportos, como o de Damman e Jeddah.

De acordo com autoridades meteorológicas no país, a visibilidade tende a melhorar nas próximas horas, mas ainda não há previsão de quando o aeroporto internacional será reaberto.

Porta-vozes da área de saúde do governo afirmaram que algumas pessoas foram atendidas com dificuldades respiratórias devido a areia.

Folha Online

Idosa é condenada a 40 chibatadas por receber dois homens na Arábia Saudita

Uma mulher síria de 75 anos foi condenada a 40 chibatadas, prisão e deportação por receber dois homens - com os quais não tem grau de parentesco - em sua casa, na Arábia Saudita, informou a imprensa do país nesta segunda-feira.

De acordo com o jornal "Al-Watan", os problemas para a mulher, Khamisa Mohammed Sawadi, começaram no ano passado quando um membro da polícia religiosa entrou na casa da idosa, na cidade de Al-Chamli, e encontrou os dois homens, identificados como Fahd e Hadian.
Fahd, de 24 anos, disse aos policiais que tinha o direito de estar lá, porque, segundo ele, Sawadi o havia amamentado quando era um bebê, o que faz dele filho dela segundo o Islã. O homem disse, ainda, que Hadian o estava acompanhando na visita, que tinha o objetivo de deixar pão na casa da idosa. Os dois homens foram presos.

A Arábia Saudita segue à risca uma interpretação do Islã que pune severamente homens e mulheres que se misturam sem autorização. A Comissão para a Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício, temida por muitos sauditas, é composta de milhares de policiais religiosos que têm a atribuição de checar o código de vestimenta, exigir o respeito aos horários de oração e coordenar a segregação entre os sexos.

De acordo com a lei saudita, as mulheres sofrem, além do rigoroso código de trajes, uma série de outras restrições, incluindo proibição para dirigir e viajar sem autorização.
O veredicto foi baseado apenas no testemunho dos policiais, de acordo com "Al-Watan". O juiz afirmou que ficou provado que Fahd não é filho de Sawadi por meio da amamentação.

O caso provocou fúria na Arábia Saudita, que tem histórico de casos judiciais polêmicos. Em um dos mais rumorosos, em 2007, uma jovem de 19 anos, vítima de estupro por uma gangue, foi condenada a 200 chibatadas e seis meses de prisão por ter se encontrado com um homem sem permissão. A condenação provocou revolta internacional e, pressionado, o rei Abdullah perdoou a jovem e o homem com quem ela se encontrara.
Muitos sauditas esperam que o Ministério da Justiça seja reformado.
in oglobo.globo.com

Domingo, Fevereiro 08, 2009

Momentos IX


















Quinta-feira, Maio 31, 2007

Adam and Eve in Saudi Arabia


Quinta-feira, Maio 17, 2007

Reportagem Radio Renascença

Mulheres das Arábias


Click na imagem

Uma reportagem da Jornalista Maria João Campos (Obrigado)

Terça-feira, Abril 10, 2007

Sandi Sandles

Inov-Contacto in Diário Económico





Sócrates elogia resultados dos estágios do Inov Contacto

O Primeiro-Ministro, José Sócrates, destacou hoje a importância de dezenas de jovens portugueses estarem a fazer estágios profissionalizantes em algumas das cidades mais competitivas do mundo, considerando que estão a seguir o exemplo histórico do universalismo português.
As declarações do Primeiro-Ministro foram proferidas antes de jantar com os 18 jovens portugueses que estão a frequentar, na região de Xangai, o programa de estágios profissionais ao abrigo do Programa Inov Contacto, que é coordenado pelo Ministério da Economia e Inovação.
Estes jovens, segundo Sócrates, «seguem o exemplo do universalismo português, porque estão presentes nos locais mais competitivos do mundo», sustentou.
Um dos jovens integrado no programa Inov Contacto em Xangai, Luís Estarreja, de 25 anos, considerou «excepcional» a sua experiência na capital económica chinesa, apesar «das grandes diferenças de cultura» com Portugal.
Antes do jantar com os jovens do Inov Contacto, José Sócrates, os ministros de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, e da Economia, Manuel Pinho, fizeram com a restante comitiva portuguesa um cruzeiro no rio Huangpu, na zona que atravessa o centro da cidade de Xangai.
Apesar de o cruzeiro ter sido feito em condições climatéricas adversas, com temperatura pouco acima dos zero graus, membros do Governo e restantes membros da comitiva ficaram impressionados com a beleza arquitectónica dos arranha-céus nas duas margens do rio.

Jantar do Primeiro Ministro com os estagiários do Inov-Contacto

Inov-Contacto in Expresso




ESCOLHIDOS A DEDO
Só para a edição deste ano, concorreram mais de três mil pessoas para apenas 186 vagas. Para Vera Sousa Macedo estes números têm uma explicação simples: "estamos num mercado de trabalho global, com maior abrangência e acessibilidade, e as pessoas querem ter uma carreira que não se cinja ao território nacional e testar a sua capacidade e disponibilidade para trabalhar no estrangeiro". A procura tem sido constante ao longo dos anos, mas a taxa de integração dos candidatos desde 1997 não chega a seis por cento. Os limites orçamentais e a escassez de recursos para a organização do programa estão na base deste problema.
É por isso que o ICEP contrata uma empresa de selecção e recrutamento privada para fazer uma filtragem minuciosa das candidaturas. A avaliação dos jovens vai desde uma entrevista presencial a testes linguísticos por telefone, passando por dinâmicas de grupo, para escolher as pessoas com um perfil mais adequado a esta experiência. "Ambição, espírito de iniciativa e trabalho em equipa" são características mais valorizadas nesta fase, diz Vera Sousa Macedo.
Pedro Matos foi um dos jovens que se conseguiu destacar na edição de 2005/2006. Aos 23 anos e com uma licenciatura em gestão de empresas na mão, decidiu candidatar-se ao Inov Contacto, por sugestão da irmã. "Já era o segundo ano que ela estava a tentar e tínhamos esperança de entrar os dois", conta. Daí a meio ano estavam ambos a fazer as malas para o Brasil.
Pedro acredita que o facto de ter realizado uma análise financeira na faculdade sobre a Cimpor, mais tarde premiada pela editora Vida Económica, esteve na base da sua selecção. E, desde que chegou a São Paulo, tem-se esforçado por "aprender tudo o que pode e dar tudo o que tem à empresa" de materiais de construção, afirma. Está "muito satisfeito" com a integração na Cimpor e aplaude também o acompanhamento do ICEP no processo.
Mas nem todos os processos de integração correm tão bem. O número de desistência por edição é muito baixo (entre uma a duas pessoas), mas há registos de mudança de empresa durante o estágio. Pedro Matos conhece alguns. "Custa ver colegas meus deixados ao abandono pelas empresas. A gratuitidade de participação no programa pode levar ao desperdício", acredita.

REDE DE TALENTOS
A taxa de integração de estagiários nas empresas participantes é de XX por cento (ICEP envia dado na segunda-feira). Até agora, o Grupo Amorim, a Logoplaste, o BES e a COBA são as entidades que mais jovens têm contratado. As mais-valias são evidentes: além de terem acesso a recursos humanos extensivamente seleccionados, com um perfil adequado às suas necessidades e a custo zero, por um período de nove meses, ainda podem reter talentos já familiarizados com o funcionamento da empresa. O Grupo Amorim está ligado ao Inov Contacto desde a primeira edição e integrou cerca de 70 por cento dos estagiários nas suas empresas, sobretudo em funções relacionadas com o negócio no estrangeiro. António Carlos Almeida, director de recursos humanos da Amorim Imobiliária, garante que "95 por cento dos casos foram boas experiências" e que estes jovens demonstram "ambição alta, foco na internacionalização e forte capacidade técnica". O BES seguiu o mesmo raciocínio quando decidiu contratar Henrique Relógio. Licenciado em gestão de empresas, este jovem, actualmente com 26 anos, foi seleccionado para a delegação do banco em Nova Iorque, nos Estados Unidos, na edição do Inov Contacto de 2003. A adaptação ao mercado financeiro norte-americano correu tão bem que foi convidado pelo banco a assumir o cargo de gestão de grandes contas internacionais, em Lisboa. Mostra-se "bastante satisfeito" com a possibilidade que o BES lhe ofereceu e diz estar "preparado e interessado" em voltar para o estrangeiro "caso o banco precise".

UM BOM PONTO DE PARTIDA
Mas mesmo os que não conseguem ficar na empresa onde estagiam acabam por ter no Inov Contacto uma boa rampa de lançamento. "O facto de serem escolhidos para integrar o programa e de passarem por uma experiência internacional, normalmente num sítio com nome, abre-lhes logo imensas portas onde não conseguiriam chegar tão rapidamente", assegura Vera Sousa Macedo. Foi o que aconteceu com Rita Duarte. Fez parte da primeira edição do Inov Contacto e a sua carreira começou a definir-se a partir do momento em que estagiou na delegação do ICEP, em São Paulo, no Brasil. Continuou esse trabalho quando regressou a Portugal, dedicando-se sobretudo à área da promoção turística. Três anos e meio depois, com a reestruturação do organismo, passou para a Direcção Regional de Turismo, graças ao trabalho que tinha desenvolvido até então. E, agora, aos 30 anos de idade, faz assessoria no Ministério da Economia. "Como já conhecia bem a realidade do sector público fizeram-me este convite. Comecei com um bom pé e as coisas foram aparecendo", explica Rita Duarte. A rede de contactos que este programa proporciona é um dos seus bens mais valiosos. Após a participação no Inov Contacto, mantêm-se ligados a uma rede de oportunidades, a que muitos outros não têm acesso. No caso de Rita, essa oportunidade estendeu-se à vida privada. Um dos estagiários que entrou na primeira edição do programa é agora seu marido e muitos outros continuam a fazer parte do seu grupo de amigos. "O Inov Contacto não pode ser visto apenas como uma bolsa financeira. É um mundo de oportunidades e de conhecimentos que podem ser úteis para o resto da vida", diz Vera Sousa Macedo. A coordenadora do programa não faz contas às despesas do programa. Entre a contratação da empresa de selecção e recrutamento, as bolsas, os salários dos professores, as viagens e os portáteis atribuídos a cada estagiário, gasta-se "muito dinheiro", diz. Do total, 75 a 80 por cento é financiado pela Comunidade Europeia e o restante pelo Estado português, isto é, pelos contribuintes.

Quinta-feira, Março 08, 2007

Sauditas a comer

Noticias fresquinhas...

Bem sei que há já algum tempo não “postava” nada, mas não podia deixar de comentar esta notícia bem recente!
Já varias vezes tinha comentado o facto de que na Arábia Saudita um homem e uma mulher que não sejam familiares não podem estar sozinhos na rua ou em qualquer local publico, correndo o risco de serem presos e severamente castigados pelos policias religiosos, os “Muttawas”.

Uma jovem Saudita de 19 anos foi raptada, violada, espancada por 7 homens que no final lhe tiraram fotografias nua para a ameaçar de “black-mail”caso ela comentasse o ocorrido com alguém… Mais tarde a historia foi descoberta e imaginem… ELA foi condenada a 90 chibatadas em praça publica por ter cometido o crime de “estar na rua com homens estranhos sem a companhia de nenhum familiar”…. Mais uma vez, NO COMMENTS.


Noticia completa aqui

Sexta-feira, Dezembro 15, 2006

Casamento Saudita






Só no KSA!

Ataque de ratos em pleno voo

Cerca de 80 ratos passearam pela cabine de um avião das linhas aéreas sauditas provocando o pânico nos passageiros.


Mais de 100 passageiros entraram em pânico num voo das linhas aéreas sauditas, quando dezenas de ratos invadiram a cabine.
A notícia, avançada pela BBC, indica que os pequenos roedores, cerca de 80, escaparam da bagagem de mão de um dos passageiros que viajava neste voo doméstico.
Um oficial do aeronáutico citado por um jornal local, adiantou que o aparelho voava a cerca de 8.500 metros quando os ratinhos
começaram a passear-se pela cabine. Nesta altura, já o sinal de manter os cintos apertados estava desligado.

O pânico começou quando alguns dos ratos caíram em cima das cabeças dos passageiros, de acordo com o jornal Al-Hayat, citado pela BBC.
O avião fazia o percurso entre a capital, Riade e Tabuk.
O Avião aterrou em segurança e o dono do saco, e dos ratos, foi detido pela polícia para interrogatório. O mais curioso é saber como o passageiro conseguiu embarcar com um saco cheio de ratos vivos.
Até ao momento não existe explicação para o facto do homem transportar os ratos.


In Info Sapo

Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Sheik Saudita in "Volta ao Mundo"


Click para ver a imagem em grande

Segunda-feira, Novembro 20, 2006

Coca-Cola Anti Muçulmana??

Alguns radicais islâmicos fizeram correr a ideia há já alguns anos, de que o rotulo da garrafa de Coca-Cola lido em frente ao espelho e interpretando com caracteres árabes pode se ler: “No to Mohammed," "No to Mecca.”


Agora ponho-me a imaginar há 120 anos atrás um farmacêutico da Geórgia nos Estados Unidos ao inventar um remédio para as dores com base em folha de coca e noz de cola para vender localmente na sua farmácia se lembrou: “E porque não escrever uma mensagem subliminar anti-muçulmana no nome deste meu novo remédio?”

Enfim…


In: BBC news e www.snopes.com

Garagens Sauditas




Terça-feira, Novembro 14, 2006

De mãos dadas

Se há coisa que adoro observar quando estou noutros países são as diferenças culturais nos pequenos gestos e atitudes do dia a dia. A forma como os Colombianos indicam a altura de uma pessoa com a mão de lado em vez de ser na horizontal como nós; a forma como os árabes dizem “espera” juntando os dedos da mão e apontando para cima em vez de mostrar a palma da mão como nós; a forma diferente como as pessoas dos vários países imitam os ruídos dos animais como o cão, o pássaro, etc etc.

Mas entre as várias características deste tipo da cultura saudita, há uma que me faz realmente confusão: os actos e expressões de carinho e amizade entre os homens e a ausência deles com as mulheres. É raro, ou mesmo proibido demonstrar actos de carinho entre uma homem e uma mulher, como passear de mão dada, um beijo, ou mesmo um carinho. Por outro lado todos os homens, velhos e novos, passeiam de mão dada cumprimentam-se com beijos regularmente e quando não se vêem há muito tempo e são muito amigos… bem, ai é um festival de beijos, narigadas, carinhos e mimos que assusta qualquer ocidental desprevenido!! Se forem trabalhar ou viver para um país árabe já sabem, preparem se para levar umas belas beijocas dos barbudos e que algum deles vos tente dar a mão. Culturas…


Quarta-feira, Novembro 08, 2006

King Abdullah Economic City

Numa das reuniões de Conselheiros Comerciais da União Europeia que tive o prazer de participar em Riyadh, foi-nos apresentado um dos novos mega projectos para o reino nos próximos anos: A construção de raiz de 5 novas cidades, todas elas comparadas com o Dubai (que foi basicamente construído com capitais Sauditas). Destas a principal e numa fase mais avançada de projecto é a “King Abdullah Economic City”.
Foi um projecto apresentado recentemente a nível oficial e que prevê custos que ascendem os 53 biliões de dólares e estimam que esteja finalizada num prazo máximo de 15 anos. Localizada a cerca de 50 Km a norte de Jeddah no mar vermelho esta cidade prevê chegar aos 2 milhões de habitantes e criar 500 mil novos postos de trabalho numa área de 55 milhões de metros quadrados.
A cidade estará estrategicamente dividida e organizada por áreas de negócios, industrial, residencial, educacional, porto, e zona de lazer e resorts.
Alguns números:
- 2 Milhões de habitantes
- 500.000 Postos de trabalho
- 50.000 Lojas
- 120 Hoteis
- 250.000 Quartos de hotel
- 13,8 Milhões de metros quadrados de porto marítimo
- 4,9 Milhões de metros quadrados de novos canais e rios inspirados em Amesterdão
- 5 Marinas de recreio com capacidade para 3.000 barcos
- 550 Mesquitas
- Campus Universitário com capacidade para 18.000 alunos

E não esquecer que este é apenas o projecto de uma das 5 cidades que vão ser criadas... olho neles!!!





Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Censura V

Recentemente descobri que na primeira fase de abertura da Arábia Saudita à música e cultura do ocidente, existia um esforço e interesse por parte das empresas ocidentais em cumprir as suas regras para conseguir entrar e triunfar nesse mercado. Foram muito poucas as empresas que alteraram especialmente para o reino os seus produtos que eram vendidos iguais por todo o mundo. Ainda assim encontrei esta preciosidade: Alguns Cd’s da Mariah Carey onde a censura era feita pela própria discográfica nos seus produtos para poderem entrar no mercado.

Bons tempos, hoje em dia, diz se que há nas cidades portuárias armazéns gigantes onde milhares de emigrantes dedicam os seus dias a passar marcadores pretos nas “meninas descascadas” de todos os produtos ocidentais. É inimaginável a quantidade de pessoas que tem que fazer isto diariamente em todos os jornais e revistas, capas de cd’s, dvd’s, caixas de cereais, champôs e todo o tipo de produtos que tragam “pornografia” nas suas embalagens.








Chocante

Ao longo destes 6 meses fartei me de ler notícias e artigos extraordinários sobre os temas mais sórdidos e inacreditáveis que alguma vez li. Mas sem duvida ouve uma notícia que me marcou muito, provavelmente a mais chocante de todas as incríveis histórias da sociedade Saudita: em 2002 uma escola começou a arder e as raparigas foram proibidas de sair da escola pela polícia religiosa por não estar com a “abaya” e o véu vestido. Os bombeiros foram proibidos de entrar também, resultado, 15 meninas mortas e muitas feridas.

Este é um daqueles post’s que tinha aqui guardado para escrever há já muito tempo, mas sabendo que tinha o blog controlado pelo departamento de censura, falar sobre ele poderia trazer-me problemas. Aqui vai a notícia completa.



Polícia saudita impede resgate de meninas em incêndio

Quinze meninas morreram em um incêndio numa escola em Meca, na Arábia Saudita, porque a polícia religiosa do país as teria impedido de deixar o prédio em chamas. Os policiais teriam alegado que elas não estavam vestidas de acordo com a lei islâmica e, portanto, não podiam sair à rua. Outras 50 meninas ficaram feridas no incêndio enquanto mais de 700 de seus colegas foram salvos pelos bombeiros. Segundo testemunhas entrevistadas por jornais sauditas, os policiais da chamada Comissão para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício bateram nas crianças e fecharam os portões para que elas não deixassem o prédio sem o véu utilizado pelas muçulmanas para cobrir a cabeça.

-Interpretação rígida

A Arábia Saudita adota uma das interpretações mais rígidas do islamismo e a comissão é responsável por monitorar o cumprimento do código de vestimenta, e de regras como a da separação por sexo e a do horário das orações.
Quando o incêndio começou, os portões da escola estavam trancados para garantir que não houvesse convívio entre meninos e meninas.
Os sauditas que são pegos descumprindo alguma dessas regras são punidos com agressões físicas ou, dependendo do caso, presos.
Segundo o jornal
The Saudi Gazette, testemunhas disseram ter visto policiais impedindo que homens ajudassem as meninas alegando que era "um pecado se aproximar delas".

"Vidas poderiam ter sido salvas se não fosse pela comissão", disse o jornal em uma rara crítica à temida polícia religiosa do país.

In BBC Brasil.com

Segunda-feira, Outubro 30, 2006

Momentos VIII

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

Momentos VII


No comments

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Tlim, tlim, tlim, tlim, tlim.....

Hoje foram batidas as 10.000 visitas ao Sheik Saudita.

Obrigado a todos os que visitam o blog.

Momentos VI

-SMILE :)!!!!
Sauditas de Férias

Momentos V

Separação na estrada: Muçulmanos por um lado, não Muçulmanos por outro

Sinais de (não) mudança – Correcção

A 15 de Setembro contei o episódio de dois amigos que tinham sido presos por tirar uma fotografia a uma base militar. Na altura ainda não tinha estado com eles e apenas tinha ouvido a história por outros, por isso fica a correcção: A fotografia do “crime” não foi tirada a nem a nenhum edifício militar nem mesmo a um edifício público, mas sim ao chão. Sim ao chão! Quando iam para o trabalho encontraram uma situação de “Arábia Saudita no seu melhor”, um buraco no chão no meio da estrada e algum génio lembrou-se de meter o pino de sinalização, imaginem, dentro do buraco!!

Aqui fica a prova do crime que lhes valeu uma visita as cadeias Sauditas

Back to Portugal

É verdade, estou de volta a Portugal! Mas isso não significa que seja o fim deste blog, atrevo-me mesmo a dizer que agora vem o melhor. Ao longo destes meses fartei me de tirar fotografias encontrar notícias surreais e começar a escrever post’s que ficaram inacabados ou que não foram publicados por causa da censura. Agora esta na hora de serem publicados sem pontinhos e sem erros, obviamente sempre com o devido respeito pelo país que me acolheu e onde tantos amigos deixei. "O Sheik Saudita" continua, não morreu, e quem sabe um dia parta para uma nova aventura... Quem sabe....

Terça-feira, Outubro 10, 2006

Bye Bye Saudi Arabia


Peeping

No espírito sui.cida dos últimos dias arrisquei-me a sacar fotos discretamente no centro comercial para verem como é, aqui ficam:



Quarta-feira, Outubro 04, 2006

O brinquedo dos meninos

Fui convidado por um argentino veterinário da equipa equestre do King Abdullah para ir ver uma corrida de cavalos ao hipódromo de Riyadh. Confesso que nunca tinha ido a um hipódromo à seria, mas fiquei impressionado com este. Segundo o que me disseram é um dos maiores e melhores hipódromos do mundo. Lagos, jardins, fontes, cavalariças tudo deslumbrantemente bem cuidado. Tem ecrãs gigantes, um canal de televisão próprio, etc. Quando entramos reparei que na entrada principal o veterinário que ia noutro carro teve que dizer no check point que estávamos com ele para poder entrar, nada que me surpreendesse aqui. Quando chegámos ao hipódromo e depois do deslumbramento inicial começo a reparar em pequenos pormenores como: a plateia para o publico era mínima para uma estrutura daquele tamanho, uns 400 / 500 lugares na zona dos homens e outros tantos na zona das famílias, alem disso estes eventos acontecem poucas vezes ao ano e no público não estariam mais de 50 / 60 pessoas. Na minha pura ingenuidade lá resolvi perguntar ao argentino que me explicasse que se passava. E pronto, a resposta foi bastante óbvia e até me senti estúpido por perguntar: “ Isto é o brinquedo do rei e dos príncipes, não há apostas, não se pagam entradas e quase que não há publico…toda esta estrutura não tem qualquer tipo de rendimento…”
Obvio… nem sei porque é que ainda pergunto…

Por cima das bancadas um edifício todo em vidros esconde o restaurante panorâmico e os aposentos do rei e dos príncipes. Cada um deles tem uma equipa completa: jockey treinadores, veterinários manager de equipa, etc etc. Como se isto não chegasse à volta do hipódromo principal há varias quintas de criação e treino dos cavalos, cada príncipe tem a sua. Cada uma destas quintas tem um palácio, jardins, estábulos e claro… o sue próprio hipódromo particular para treinarem.
Ao passear no google earth por esta zona encontrei pelo menos umas 6 quintas destas e mais tarde em conversa com um Austríaco que trabalha numa empresa que participa na construção dos palácios, diz me que esteve num desses e que tem 145 quartos e uma piscina / lago do tamanho de um campo de futebol. Ou seja o hipódromo é apenas um pormenor.




Censura IV

Censura no Carrefour





Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Ramadan Kareem

O Ramadão é o mês sagrado no qual os muçulmanos praticam o jejum ritual. Este é um período sagrado de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. O jejum faz-se do nascer ao pôr-do-sol e aplica-se para a comida, bebida (inclusivé água), fumo e relações sexuais. Durante este período é mais frequente ir se à mesquita e para alem das 5 orações diárias recita-se mais uma chamada “Taraweeh”, que começa ao início da noite e segue noite fora.
Este ano o Ramadão começou a 24 de Setembro, este dia pode variar em alguns países muçulmanos, mas a grande maioria segue a data fixada pela Arábia Saudita. A data de início nunca é certa, isto porque nós seguimos o calendário solar e o Islão segue o calendário lunar em que cada ano é cerca de 15 dias mais curto que o ano solar (e estamos no ano de 1427).

Agora feita a apresentação formal do Ramadão vamos para a descrição do dia a dia aqui no reino:

É O CAOS…
Tolerante como é a Arábia Saudita não se podia esperar outra coisa: o jejum é estendido a todos! Muçulmanos ou não o jejum é obrigatório, imposto por lei e quem não cumprir…cadeia. Felizmente trabalho na embaixada e não é grave por estar em território português, mas em todas as outras empresas os não muçulmanos tem que ir comer qualquer coisa as escondidas para a casa de banho ou em salinhas a parte fechados à chave. Aqui tento ter respeito pelos meus colegas e não me pôr a comer à frente das caras pálidas e sem forças deles. Durante o dia tudo está fechado, apenas as empresas e os serviços básicos estão abertos. Comercio, restaurantes, etc mudam o seu horário para depois do pôr-do-sol e matem-se abertos toda a noite. O horário de trabalho para a maioria é reduzido, basicamente e resumindo não fazem “nada” durante o dia.
Após o “Maghrib”, reza do final do dia, o caos instala-se toda a gente sai para a rua desejando o seu merecido “Iftar” ("pequeno almoço" de quebra do jejum). Os restaurantes enchem-se de famílias, grupos de amigos com mesas fartas de comida. Os restaurantes estão preparados e tem menus próprios, para um saudita é muito importante uma mesa coberta de comida, mesmo que sobre mais de metade.
Depois disto, é como se fosse um “dia” normal, ao longo da noite ate bem tarde vem-se os hipermercados cheios, pessoas a comprar roupa as 3 da manha ou mesmo num stand a escolher o carro novo!
O trânsito durante a noite é qualquer coisa de inexplicável, é o caos, tudo engarrafado, carros a ultrapassar a alta velocidade pela terra batida fora do asfalto, carros em sentido contrário, faixas de rodagem inventadas.
Para uma grande parte de sauditas o Ramadão não passa de um mês com horários diferentes, pois dormem o dia todo e vivem durante a noite.
Alem de tudo ainda são batoteiros…..

Domingo, Outubro 01, 2006

Jeddah

Jeddah é banhada pelo mar vermelho, é a segunda maior cidade da Arábia Saudita. Apesar de estar situada a apenas 400 km de Meca, Jeddah é uma cidade bem mais liberal que Riyadh. A diferença pelo que percebi existe por ser uma cidade portuária e desde sempre esteve mais habituada aos turistas religiosos e comerciantes estrangeiros que aqui se fixavam. Hoje em dia os habitantes, muitos deles, não são puros sauditas, mas sim descendentes de estrangeiros de outros países árabes que aqui se fixaram. Em Riyadh os habitantes são os puros Beduínos (ou Bédu para os amigos). Outro motivo para a grande diferença entre Jeddah e Riyadh é o facto de quase não haver Muttawas.
Nas ruas as mulheres andam com as caras descobertas sem véu (apesar de continuar a ser obrigatório o uso da abaya), vêem-se mulheres a fumar (em Riyadh não é permitido) e há restaurantes super cosmopolitas.
Não tive muita oportunidade de ver a cidade porque ficamos hospedados num resort privado para Sauditas. Eles chamam-lhe de Resort, mas para mim parecia me mais um compound para sauditas com praia. Tinha uma área gigantesca e imensas ilhas construídas que faziam lembrar a “palm” do Dubai.
Lá dentro,por ser propriedade privada, vêm se mulheres sauditas sem abaya e a conduzir carros. Foi estranha a sensação pois estava dentro de uma Arábia Saudita totalmente liberal!! Obviamente que este “totalmente liberal” vem da boca de alguém que veio de Riyadh porque apesar de tudo, as praias são privadas, ou seja cada casinha tem à sua frente um bocado de areia, as poucas mulheres que vi na praia estavam com fatos de banho que mais pareciam fatos térmicos ou ate mesmo de abaya vestida, como foi o caso das que vi a passear de moto de agua.
Numa das noites que estivemos lá celebrava-se o único feriado do país, o Kingdom Day e aqui dentro por primeira vez podemos ver uma “mini celebração”. À noite de volta da marina centenas de carros topo de gama e de alta cilindrada passeiam pelo Resort com jovens em plena euforia. Dentro da marina as esplanadas estavam cheias de jovens a fumar chicha e a beber o seu chá, homens e mulheres misturados algumas delas sem abayas e sem nada a cobrir a cabeça, apesar de terem sempre o corpo todo coberto numa noite de 40º húmidos graus. A proporção homens mulheres deveria rondar os 30 para cada uma. Eram raros os que estavam na marina vestidos com o “tobe”, todos eles vestiam marcas internacionais como Versace, Hugo Boss, DKNY, etc.
Por momentos pensei que estava noutro país com tanta animação e tantas liberdades, mas pelo que percebi isto é do mais liberal que se pode encontrar nas terras dos Al-Saud.

E não, não encontrei o Bin Ladin, mas é curioso ver tapumes das obras da Bin Ladin Corp. a construir edifícios e quem sabe um dia a construir arranha-céus….






Quarta-feira, Setembro 27, 2006

Calor III


Tudo tem os seus limites

Quarta-feira, Setembro 20, 2006

Pequeno aparte...

Estou radiante com o meu fim-de-semana de ferias e praia em Jeddah. Mas agora penso: Será que há 6 meses atrás, antes de tudo isto, soubesse que ia passar o fim de semana á terra natal do Bin Ladin estaria igualmente satisfeito????

Meeting the _Bin Ladin´s_

(Volto aos er.ros e pon.tinhos nas palavras como já ex.pliquei no post de 22 de Maio)
Este fim-de-semana vo.u passear para Jeddah no mar vermelho. Para alem das suas praias, Jeddah também é conh.ecida por ser a cid.ade de Os.ama B.in La.din.
Apesar de ser o homem m.ais proc.urado do mu.ndo a sua fa.mília e o im.pério dos Bi.n Ladi.n está de boa sa.úde. A fam.ília anu.nciou em 2004 que Osa.ma teria sido des.erdado e exp.ulso do clã, mas a sua cun.hada, Cár.men Bi.n La.din aut.ora do livro “Inside the Kingdom” dis.se numa entr.evista que não acre.ditava que a fam.ília o tiv.esse dês.erdado e que já não man.tivessem qua.lquer tipo de re.lações com ele: “ -Para um sau.dita um ir.mão é se.mpre um irm.ão”.
“The Saudi _Binladin_ Group” é uma das maiores e mais importantes empresas do reino e para alem da construção civil, operam em áreas como as telecomunicações, transformação, engenharia e indústria manufactureira. A empresa é ad.ministrada por Backr B.in L.adin, o mais velho dos 25 irmãos e 29 irmãs de O.sama. Alguns dos seus 15 filhos trabalham também para o grupo.
Cár.men B.in L.adin explica no livro que a família v.ive toda junta num co.njunto de casas e p.alácios tipo cond.omino numa das ent.radas de Jeddah e faz também referência a umas cas.as de fe.rias com pr.aia pri.vativa que há na costa do mar vermelho.

É para uma de.stas casas que v.ou este fim-de-semana.

Domingo, Setembro 17, 2006

Fim-de-semana de 4 dias


Desde pequeno que sonho com um fim-de-semana com 4 dias, mas no fundo sabia que era totalmente impossível.
Já tenho o meu bilhete de volta marcado para sexta-feira dia 13 de Outubro, ou seja, quinta e sexta-feira é fim-de-semana na Arábia Saudita e depois sábado e domingo em Portugal.
Afinal sempre é possível :)
Até breve...

Sexta-feira, Setembro 15, 2006

Sinais de (não) mudança

No post de 4 de Agosto escrevi sobre a notícia da revogação da proibição de tirar fotografias. Infelizmente já tinha ouvido dizer que essas notícias saem apenas para dar uma falsa ideia de evolução e mudança.
Ontem dois amigos meus, um português e um italiano, foram presos por tirar fotografias na cidade. A verdade é que estavam a tirar fotografias à entrada da base militar que está no meio da cidade, o que nunca me passaria pela cabeça fazer aqui, mas mesmo assim acho ridículo que prendam pelo simples acto de tirar uma fotografia. Este é um tema que me revolta porque estando num país onde as pessoas não podem entrar a não ser com o contrato de trabalho ou com um convite de um sponsor e numa sociedade tão diferente e com imagens tão caricatas como as que vejo todos os dias. Infelizmente vou voltar para casa depois de uma experiência única destas com muito poucas fotografias.
Depois de algumas horas na cadeia lá saíram quando o chefe deles da empresa foi lá a esquadra falar com os policias.

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

Cada um chama-lhe o que quer

Na sociedade onde a prostituição é um crime que pode ser punido com a pena de morte descubro esta verdadeira pérola: “O sighe”.
O “sighe” é o casamento temporário Islâmico, seja por uma hora alguns dias, meses ou mesmo por alguns anos, a lei islâmica (sharia) permite aos homens celebrar um (ou mais) casamentos temporários, e no final do período acordado o “marido paga à esposa” o valor que foi acordado previamente e divorciam-se.

Domingo, Setembro 10, 2006

Calor II


No post de 19 de Junho escrevi:

"Existe um outro cuidado que se deve ter, o de não deixar nada dentro do carro quando fica estacionado ao sol, porque segundo o que li o interior chega atingir temperaturas de 60º/70º e estraga tudo o que lá se deixe."

Não tive cuidado com esta caixa de um CD....

Momentos IV

Foto reportagem

(CLICK)
Foto reportagem sobre o uso das burcas e veus nos países arabes

Saudades da nossa função pública

O bom de viver aqui é que quando voltar para Portugal as burocracias e o mau funciona- mento da “máquina estatal” vão ser “peanuts” comparado com o que se passa aqui.
Em primeiro lugar todo o atendimento nos ministérios e empresas publicas é feito por militares. Que basicamente tem a escolaridade obrigatória (onde aprendem o corão), raramente falam inglês. É raro encontrar um sorriso ou alguém mais disposto a ajudar, e é normal que a pessoa com quem se tenta comunicar esteja com os pés em cima da secretaria e nem se digne a olhar nos olhos enquanto tento comunicar-lhe o meu problema.
Desde que cheguei que ninguém tem certezas sobre a duração do meu visto e se realmente me permite entrar e sair do país ou não. Começo a achar que nem os Srs. que criaram este sistema de vistos me sabem explicar. Provavelmente mais uma coisa importada dos EUA mas que lhes esqueceram de explicar como funciona.
O meu visto diz 6 meses e “multy entry”, ou seja, o que se entende é que posso entrar e sair do país durante 6 meses, pelo menos foi o que me disseram na Embaixada Saudita em Portugal. Mas quando chego cá a realidade é bem diferente.
Fui com uma pessoa da embaixada que fala árabe até ao aeroporto para tentar resolver a minha situação. Depois de tentar a fronteira e o serviço de vistos consegui ter 3 opiniões completamente diferentes: na fronteira dizem-me que o visto é de 6 meses “multy entry”, no balcão dos vistos e passaportes o Sr. estava com os pés em cima da mesa a brincar com o telemóvel e não se quis incomodar muito, olhou para o passaporte e diz me que já estava caducado (??!!???). Pedimos então para falar com o superior e finalmente fomos levados ao gabinete do Coronel Abdullah, (que era igual ao Saddam Hussien) estava certo que agora sim se iam resolver as coisas. Pois o Coronel diz nos que o passaporte diz 6 meses e que no sistema informático diz apenas 3 meses, e que não me pode dar nenhuma certeza. Fomos então ao Ministério responsável pelos vistos. E ai tenho uma terceira versão completamente diferente de todas as outras: apenas é “multy entry” nos primeiros 3 e é valido por 5 meses e uma semana porque os 6 meses contam desde a emissão do visto e não desde que entro no país…
E foi aqui que desisti, voltei para casa bati algumas vezes com a cabeça na parede e desabafei neste post.

Sábado, Setembro 09, 2006

Moto 4 no deserto



Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Sinais de Mudança III

Arábia Saudita vai emitir visto convencional para turistas


"Atualmente o país fornece apenas visto para turismo religioso, viagens de negócios e visitas a familiares. Já começaram a ser cadastradas as operadoras turísticas que poderão emitir as novas permissões. Não foi anunciado quando a medida entra em vigor.

A Arábia Saudita começou a certificar nesse mês as operadoras de turismo que vão emitir os vistos. Até agora 18 companhias foram aprovadas. Essa medida será um marco para o país, que atualmente oferece opções limitadas para visitantes não envolvidos em negócios ou peregrinações religiosas. Os detalhes da nova lei de turismo serão revelados em outubro.

Sultan bin Salman também disse que o governo vai criar três faculdades de turismo no país. Atualmente, apenas a Universidade Rei Saud, em Riad, oferece cursos voltados para o setor. Segundo ele, cinco grandes projetos turísticos serão lançados ainda esse ano, cujos valores e detalhes serão divulgados em dois meses.

O secretário-geral da SCT também revelou que o governo saudita encomendou uma pesquisa para identificar as necessidades do setor hoteleiro. O estudo visa também classificar os hotéis e outras acomodações de acordo com os padrões internacionais, mudando a classificação atual para o padrão de estrelas usado mundialmente. A SCT espera assim organizar e montar um sistema para facilitar a atividade turística no país. As recomendações do estudo serão implementadas ao longo do ano que vem. "

Fonte: Câmara de comercio Árabe Brasileira

Arábia Saudita decapita 2 guardas por tráfico de haxixe

A Arábia Saudita decapitou nesta segunda-feira (28) dois guardas de fronteira por tráfico de drogas. Moayd bin Yahya al-Waeli e Mehdi bin Hamad al-Mansour foram condenados por traficar uma quantidade indeterminada de haxixe, afirmou o Ministério do Interior. Eles foram executados na cidade de Hail, aumentando para cinco o número de pessoas decapitadas no país em 2006.

As execuções sauditas são feitas em público com uma espada, servindo de exemplo à população. O reino decapitou 83 pessoas em 2005 e 35 em 2004. A Arábia Saudita segue uma interpretação estrita do Islã, na qual pessoas condenadas por assassinato, tráfico de drogas, estupro e roubo a mão armada podem ser executadas.

Fonte: JC Online

Sábado, Setembro 02, 2006

Mulheres no KSA


Tenho recebido alguns e-mail’s a pedir para falar um pouco mais sobre a situação das mulheres aqui no Reino: por isso aqui vai.
Todas as mulheres na Arábia Saudita são obrigadas a andar com a Abaya preta a cobrir o corpo sem excepção. As mulheres sauditas usam também a cabeça coberta e o véu que cobre a cara ficando apenas com os olhos descobertos. Depois as mais conservadoras ou mais religiosas (ou a sua família) usam inclusive luvas pretas e até mesmo um fino véu que lhes cobre também os olhos. As mulheres estrangeiras regra geral usam apenas as abayas e não cobrem a cabeça, mas podem ser abordadas por um muttawa que lhes obrigue a cobrir o cabelo. Não há leis excepcionais para estrangeiros, mas regra geral não é costume as mulheres ocidentais serem incomodadas da mesma forma que são as locais.
As mulheres não podem também sair à rua sem estar acompanhadas de um familiar ou do seu marido, mas hoje em dia grande parte das mulheres sauditas passam os dias nos centros comerciais em grupos apenas de mulheres. A grande maioria tem chouffer e assim alguma autonomia e independência (é o país do mundo com o maior numero de chouffer’s). Uma mulher também não pode sair do país sem uma autorização por escrito do seu responsável (marido, pai ou irmão)
No dia a dia tudo esta dividido por sexos, desde as “family sections” nos restaurantes aos também centros comerciais apenas para mulheres algumas das áreas de diversão como parques temáticos, jardim zoológicos, etc têm dias para mulheres e seus filhos e dias para homens e seus filhos, em qualquer um dos casos “single man” não são bem vindos. Os casamentos e outro tipo de festas estão sempre divididas pela zona das mulheres e a zona dos homens e em nenhum momentos se misturam.
As mulheres e homens sem relação familiar que se encontrem juntos em locais públicos podem ter problemas se forem abordados pela muttawa. Ou seja tomar café, jantar, almoçar ou passear de carro é sem duvida um risco, mas mais uma vez para nós ocidentais a probabilidade de sermos abordados é menor, mas a verdade é que o risco existe.
Os casamentos na sua maioria ainda são arranjados entre os país dos noivos, já conheci homens com casamento marcado sem nunca terem visto a mulher, falam apenas pelo telefone e podem se encontrar com elas desde que respectivas famílias também estejam presentes e elas tem a cara coberta ou não pelo véu, que mais uma vez depende do quão conservadoras são. As noivas são escolhidas por serem de uma classe social equivalente e dependendo das possibilidades económicas do noivo.
De todos os países árabes a arábia saudita é a que tem mais poligamia sendo muito normal que um homem tenha varias mulheres, na teoria o limite é de 4 mas podem se divorciar desde que o homem assuma a obrigação de continuar a manter a ex-mulher e seus filhos com o mesmo nível de vida. A média de filhos por casal é também a mais alta do mundo de 5,7 filhos e é normal haver homens com entre 10 a 20 filhos.
No aeroporto as mulheres sozinhas que entram no país são direccionadas para uma sala onde ficam há espera que o seu responsável a venha buscar e só pode sair das sala quando estiver devidamente coberta pela abaya. Há alguma dificuldade em conseguir vistos para mulheres solteiras por isso muitos dos ocidentais que querem trazer ou receber visitas das suas namoradas tem que se casar para elas poderem viver cá ou mesmo passar temporadas.

Saudi Arabia Documentary


Click na bandeira para ver o video

Quarta-feira, Agosto 30, 2006

Censura III






Imprensa internacional censurada
Click para ver em grande

Terça-feira, Agosto 29, 2006

Jantar Saudita

Segunda-feira, Agosto 28, 2006

Momentos III

Golfe no deserto



As fotos têm muito má qualidade mas dá para perceber que é um jogador de golfe a desfrutar do seu deporto favorito mas reparem num pequeno pormenor: ESTÁ NO MEIO DO DESERTO E SEM RELVA!!
Weird Things…..

55º Graus Celsius


Descobri que o termómetro do meu relógio tem um limite… Já há dois dias que quando estou na piscina ele para nos 54,9º graus por isso não sei ao certo que temperatura está, mas como mínimo 55º ao sol durante a hora do calor. Agora já sei o que sente o frango quando está no churrasco.
A foto foi tirada ao final da tarde (+/- ás 17h) quando já está “fresquinho” para ir passear.

Terça-feira, Agosto 15, 2006

Censura II

Alguns de vocês devem começar a achar que sou eu que pinto as coisas, mas juro que até nos supermercados as imagens de mulheres nos produtos estão censuradas. Fica mais uma prova!
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Nota: Para a proxima quero ir para um país onde a menina dos cereais possa ter a barriguinha de fora.

Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Sinais de Mudança II



Mulheres jornalistas cada vez mais fortes na Arábia Saudita

- "O reino saudita é um dos países mais restritivos em termos de direitos das mulheres e a poderosa hierarquia religiosa defende que o lugar da mulher é em casa, a cuidar da família. As mulheres não podem conduzir carros, devem andar sempre acompanhadas em público por familiares do sexo masculino e devem cobrir-se com longas vestes negras para não incitar o desejo sexual dos homens."

- "Jornalismo significa trabalhar até tarde. Só podes fazer entrevistas na redacção e se fores entrevistar alguém num lobby de um hotel, por exemplo, esse gesto é considerado um crime (...) contando a história de uma colega que foi punida pela polícia de costumes saudita por entrevistar um homem. ”

- "Nas conferências de imprensa, mulheres e homens sentam-se em locais diferentes."

- "Sentar-se numa mesa para entrevistar um homem? Nem pensar. “Cafés? Oh, não! Cafés são lugar fechados. Isso é contra a cultura [saudita] e a minha família ficaria muito perturbada. As pessoas pensam que os cafés são para as famílias e para relaxar, explicou.”

- “Os homens são negligentes, não querem trabalhar, são muito preguiçosos. Eles começam a trabalhar às dez e voltam para casa às duas [da tarde], enquanto que as mulheres começam às oito e vão-se embora às cinco [da tarde]”

In publico

Domingo, Agosto 13, 2006

Media salarial


No grupo dos não sauditas incluem-se os emigrantes Paquistaneses, Egípcios e de outros países Árabes e Ásia. Os ocidentais regra geral incluem-se nos valores pagos aos Sauditas.

Há que ter em conta que sobre estes valores não é cobrado qualquer tipo de imposto e que os custos de vida são muito mais baixos que em Portugal ex: Lata refrigerante 0.20€, refeição completa ligeira 5€, serviços públicos e hospitais grátis, etc, etc.

O ouro negro


20 Saudi Arabian Ryals, ou seja, pouco mais do que 4€ é o que pago para ter o deposito de um Toyota Corolla (50L) atestado no país do ouro negro. Habituado aos quase 60€ (15 vezes mais) que pago em Portugal é inevitável pôr-me a fazer contas:

-Assumindo que um deposito dá para mais ou menos 400km, fazer 100km aqui custa-me 1€ versus 15€ em Portugal.

- Aqui 1 Litro de água engarrafada é claramente mais caro do que 1 Litro de Gasolina

Obviamente isto faz me pensar em onde é que fica todo o dinheiro da diferença: venham mais contas.

-1 Barril de petróleo <=> 159 Litros <=> +/-75USD <=> 58,94EUR


Logo, o preço de 1 litro de gasolina inclui, fazendo contas de merceeiro:

0,38 EUR = Custo da "matéria-prima"
0,19 EUR = Margem bruta das refinarias/distribuidoras (cerca de 50% sobre o Custo da "matéria-prima")
0,31 EUR = Imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP) (taxa de 56,8%)
0,18 EUR = Imposto sobre o valor acrescentado (IVA) (taxa de 21%)
1,06 EUR = Preço final no consumidor

Ou seja, no preço de 1 litro de gasolina:

36% do valor vai para os países produtores de petróleo
18% do valor vai para as Galp, BP’s Repsol e outras multinacionais do ramo
46% do valor entra nos cofres do nosso querido Estado (que obviamente usa esse dinheiro para investir em energias alternativas)

Tentei fazer mais algumas contas tendo em conta que a Arábia Saudita produz 12 MILHOES DE BARRIS DE PETROLEO POR DIA, mas a minha máquina de calcular, coitadinha, não tem tantos zeros... Hoje as contas ficam por aqui.

Agosto nas arabias

Tal como em Lisboa, Agosto em Riyadh é depressivo! Os ocidentais voltam todos a casa para passar as ferias com a família, e os locais fogem também do calor e aproveitam para viajar pelo mundo e alguns ficamos aqui de castigo. Mas o que é realmente depressivo, não é o estar cá, mas sim o não estar em Portugal de férias. É a primeira vez que não passo as ferias de Agosto em Monte Gordo e é também a primeira vez desde os meus 12 anos (+/-) que passo Agosto sem uma única festa e sem tocar em álcool e pior ainda sabendo o que estou a perder em Portugal.
Outros Verões...

Segunda-feira, Agosto 07, 2006

Saudi king warns of Middle East war

The king of Saudi Arabia has warned that war could break out in the Middle East if attempts to broker peace in the region fail.

In a statement read out on state television on Tuesday, King Abdullah said, "If the option of peace fails as a result of Israeli arrogance, then the only option remaining will would spare no one."be war, and God alone knows what the region would witness in a conflict that

The king appealed to the world to stop Israeli attacks on Lebanon, and also pledged to donate over $1.5 billion to the country, according to the statement by the royal court.

The king has assigned $500 million for the reconstruction of Lebanon, and $1 billion to be deposited in Lebanon's central bank to support the economy.

He said that the Saudi government had been trying to bring a halt to the violence since it began on July 12.

"It must be said that patience can't last forever, and if the brutal Israeli military continues to kill and destroy, no one can foresee what may happen."

Saudi Arabia, Egypt, Jordan and Kuwait have rebuked Hezbollah for the fighting in Lebanon and the Saudis have described the kidnapping of the two Israeli soldiers as an "uncalculated adventure".

Abdullah's statement comes a day before the kingdom takes part in an international conference on the crisis in Rome.

Abdul-Illah al-Khatib, the Jordanian foreign minister has said that Arab delegates will push for an immediate ceasefire and the Lebanese government's assertion of its authority over southern Lebanon.

In Al-jazeera

Sexta-feira, Agosto 04, 2006

Sinais de Mudança

Arábia Saudita revoga proibição de tirar fotografias em público


"RIAD (Reuters) - A Arábia Saudita revogou uma proibição sobre tirar fotografias em áreas públicas. A medida faz parte de uma campanha da organização de turismo do reino conservador para atrair mais visitantes ao berço do Islã.
Um decreto real permitindo tirar fotografias em vários locais públicos foi emitido há um ano, e o Ministério do Interior o aprovou no início desta semana.
"Agora as pessoas podem tirar fotos de pontos turísticos, de prédios arquitetônicos, de lojas e de prédios do governo, de onde não houver placas proibindo fotografias", disse uma autoridade do ministério à Reuters nesta quinta-feira.
Ainda é necessária permissão para fotografar propriedades privadas ou indivíduos. "Palácios reais, por exemplo, são considerados propriedades privadas, então tirar fotos deles exige uma autorização", acrescentou.
"Esse decreto vai ajudar a promover a imagem do reino e os locais turísticos através da fotografia", disse o órgão oficial de turismo."


In Reuters

Quarta-feira, Agosto 02, 2006

Principe em Lisboa


Hoje encontrei esta notícia na net e resolvi compartilhar:

-“O multimilionário saudita deixa saudades em Portugal. Para além da simplicidade e simpatia, gastou uma fortuna no Ritz e promete ajudar a reconstruir um palácio em Sintra. Em troca, leva uma camisola de Eusébio”

-“Simples como todos o caracterizam, mas nada faltou ao príncipe durante a sua passagem por Lisboa – a começar pelas enormes medidas de segurança que o rodearam, a cargo do Corpo de Segurança Pessoal da PSP.”

-“Foi na última quarta-feira que o Boeing 777, alugado à ‘Saudi Arabia Airlines’, aterrou no Aeroporto da Portela. “Trata-se de um autêntico apartamento de luxo, com sala de jantar e suite, decorado a verde – cor da Arábia Saudita – conforme contou ao CM fonte da companhia de aviação.”

-“Os últimos quatro andares do Ritz tiveram a presença quase exclusiva da comitiva árabe. A suite presidencial onde o príncipe Khalid al-Saud passou a última semana custa 3550 euros por noite – um valor acrescido dos cerca de 350 euros gastos em quartos individuais, por cada um dos 16 elementos da comitiva.”

In Correio da Manha

Ler noticia completa aqui

Domingo, Julho 30, 2006

Trip to Bahrain


O Bahrain é um Estado insular do Golfo Pérsico composto por um conjunto de ilhas e deve o seu nome à maior delas. A capital é Manama e a economia baseia-se no petróleo, pérolas e turismo. Este estado é radicalmente mais liberal que a sua vizinha Arábia Saudita sendo permitido o consumo de álcool, carne de porco, as mulheres podem conduzir e não são obrigadas a cobrir-se com nada, há cinemas, teatros, bares, discotecas, etc etc! Aos fins-de-semana existe uma autêntica “peregrinação” rumo ao Bahrain por parte dos Sauditas e Expatriados residentes no KSA há procura das liberdades que lhes são proibidas. As quartas-feiras formam-se longos engarrafamentos na “King Fahad Causeway” (ou ponte do pecado/perdição como lhes chamam os mais conservadores), uma ponte de 25km que liga estes 2 países com um forte controlo fronteiriço.
E este fim-de-semana foi a minha vez, depois de resolvidas todas as questões do meu visto, metemo-nos à estrada. Para quem vem da Arábia Saudita é realmente o paraíso, no momento que se cruza a fronteira sente-se um alívio enorme e uma vontade enorme de abusar de tudo o que nos é proibido a apenas uns poucos km de distância.
Aqui vê-se um pouco de tudo, desde mulheres de mini-saias, a mulheres de Abaya e véu a cobrir o rosto ao volante de um carro, mulheres a trabalhar, apenas alguns restaurantes de bairro têm “Family Section”, e muito pouca divisão entre sexos nos locais públicos.
A mistura de cultura cria algumas situações estranhas como a de estar numa piscina de hotel com mulheres em bikini e outras completamente cobertas pela abaya e véu. As temperaturas em media são um pouco mais baixas do que em Riyadh, mas bem mais insuportáveis. Fazendo uma pequena analogia diria que Ryadh é uma Sauna e o Bahrain um Banho Turco.
Mas o estado do “King Hamad Bin Isa”, é mais do que um país que oferece as liberdades proibidas no seu pais vizinho, a cidade é bastante cosmopolita com arranha-céus e edifícios futuristas. Tive também oportunidade de visitar o circuito do Grande Premio do Bahrain, as praias, poços de petróleo e a Tree of Life, uma árvore que vive isolada no meio do deserto.



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Sábado, Julho 29, 2006

Barbie Vs Fulla

A Barbie foi banida do KSA há 10 anos atrás. O “Committee for the Propagation of Virtue and Prevention of Vice” (os Muttawas) na sua página oficial dá a seguinte explicação: "Jewish Barbie dolls, with their revealing clothes and shameful postures, accessories and tools are a symbol of decadence to the perverted West. Let us beware of her dangers and be careful". E assim nasceu a Fulla, a “Barbie Muçulmana”, em todas as suas versões aparece sempre completamente coberta com roupas largas que não permitam ver as suas curvas e o modelo mais popular no KSA é a versão de Fulla vestida de Abaya. Existe mercado negro das Barbies originais e estas bonecas chegam a atingir preços acima dos 100USD.




Sexta-feira, Julho 21, 2006

Rugas...

Hoje faço 25 anos…. (já começa a ser muito não é??), é daqueles dias que se sente muitas saudades dos “nossos”, mas por outro lado solidificam-se as novas amizades! Mais uma experiência para nunca mais esquecer e estou a adorar! :)

Terça-feira, Julho 18, 2006

Al-McDonalds II


Fila para as mulheres à esquerda, e fila para os homens à direita.

Segunda-feira, Julho 17, 2006

Google Earth

Finalmente actualizaram o Google Earth e a partir de agora já se pode ver Riade de uma perspectiva aérea o que para mim foi fantástico, parece que de repente as estradas e os caminhos que faço todos os dias fazem mais sentido, desde que cheguei nunca tinha visto sequer um mapa da cidade.
Tenho me divertido imenso a “vasculhar” toda a cidade, deixo vos aqui alguns PrintScreen do meu compound e de Palácios…Muitos Palácios…









Sábado, Julho 15, 2006

Tio João

Apartir de agora tratem-me por... Tio João :)
Parabéns Nuno e Ana.

Quarta-feira, Julho 12, 2006

Conduzir em Riade III

Este video não é, de forma alguma, para me desculpar do acidente mas é realmente incrivel a forma como se conduz aqui.

Terça-feira, Julho 11, 2006

Aqui entre nós

Já várias vezes comecei a escrever post’s que ficaram inacabados, ou que decidi apaga-los, gostava muito de poder escrever sobre o que quero! Comentar o que leio nos jornais, o que vejo , o que sinto. Ás vezes sinto me preso! Nunca dei o devido valor à liberdade de expressão.



Segunda-feira, Julho 10, 2006

Conduzir em Riade II

Quando uma população num período curto de 40 anos troca os camelos por carros de alta cilindrada e as dunas do deserto por avenidas de 4 faixas de rodagem o resultado é algo mais ou menos como os carrinhos de choque da feira popular. Todos os dias vejo acidentes, ao longo das avenidas principais há reboques à espera que os acidentes aconteçam, a maioria dos carros tem na sua chapa o registo de vários acidentes. E desta foi a minha vez! Um animal de um “beduíno” destes que conduzia aos “zig zag’s” entre as varias faixas de rodagem bateu me por trás quando eu circulava na faixa da esquerda, porque pensava (!?!) que havia espaço para passar entre mim e o que circulava na faixa à direita da minha!!!! Depois do acidente saímos do carro para ver os estragos e descubro que obviamente ele só falava árabe, fiquei sem saber como resolver a situação, mas o tipo poupo-me esse problema porque resolveu correr para dentro do carro e fugir. O civismo ainda não chegou cá! Meti-me rapidamente no carro e tentei persegui-lo, mas era impossível faze-lo parar. Felizmente existem os seguros.
God Damn It!!!!!!!!

Terça-feira, Julho 04, 2006

Sand Storm

Tempestades de areia, ainda não vi nenhuma mas que as há..há, fica aqui a prova.

Compound 2

Bem sei que já há algum tempo que não escrevo nada, mas ultimamente não tem acontecido muita coisa sobre a qual possa escrever. Basicamente tem sido só festas e muitos refrigerantes ;) Alem disso a minha máquina fotográfica “pifou” numa dessas noites, mas deixo-vos aqui umas fotos da entrada do compound. Este é o percurso que tenho que fazer todos os dias entre o primeiro e o segundo check point. Quando conseguir sacar as fotos sem ser visto, logo ponho fotos dos tanques e do bunker da entrada.





Segunda-feira, Junho 19, 2006

Sobre o calor

Já devia ter escrito alguma coisa sobre o calor, mas como toda a gente me diz que isto ainda é primavera e que “logo vou ver em Agosto” não quis ser mariquinhas e resolvi aguentar de bico calado. Mas hoje não consegui. É Sábado primeiro dia de trabalho neste meu novo calendário e quando chego à embaixada descubro que durante o fim-de-semana o ar condicionado avariou-se (esta sempre ligado 24h todos os dias) o termómetro do meu relógio em cima da secretaria marca 37 graus, tudo esta quente, a secretaria, a cadeira, é horrível mesmo não consigo trabalhar nem concentrar-me espero que se resolva rápido.

Desde que cheguei que durante a noite as temperaturas estão sempre na casa dos 30º’as durante a noite e na casa dos 40º’as durante o dia, e já vi mesmo o termómetro a marcar 50º dando me uma pequena mostra do que vai ser o verão. A piscina é o sítio onde me refresco e a agua está a 31 graus. Começa agora a ser difícil tomar banho em casa, os depósitos de água estão ao sol e por isso, mesmo com a água fria no máximo a água começa a sair a escaldar. Existe um outro cuidado que se deve ter, o de não deixar nada dentro do carro quando fica estacionado ao sol, porque segundo o que li o interior chega atingir temperaturas de 60º/70º e estraga tudo o que lá se deixe.

Quarta-feira, Junho 14, 2006

Voltando à censura

O tema da censura acima de tudo diverte-me, porque tudo o que há censurado, também se consegue sem o estar com muita facilidade. A Internet está censurada mas há empresas que oferecem o mesmo serviço por satélite que não está. A televisão é controlada, mas toda a gente tem antena parabólica, a musica ainda hoje não é muito bem aceite e até há alguns tempos os muttawas arrancavam os rádios dos carros e ainda hoje muitos táxis não o têm. Mas entretanto divertia-me a tentar descobrir os critérios de censura que são aplicados aqui, mas desisti, julgo que não existem critérios. Imaginem que vão comprar um colchão de piscina para as crianças, e na caixa vem uma foto de uma mãe a brincar com as suas crianças na piscina, aqui as crianças estão... mas a mãe não! Ou seja está, mas pintada de preto, com sorte deixam-lhe a cabecinha de fora. No tecto do centro comercial há cartazes de anuncio a um perfume onde só aparece a cara de uma senhora, e mesmo a assim a imagem da cara esta tremida. Algumas revistas quando folheadas reparamos que todas as mulheres se vestem de preto, lá esta mais uma vez a censura.
Resolvi então explorar um pouco mais este tema, e o melhor sitio que encontrei foi uma loja de música. Depois de passar pela secção de musica Saudita onde todos os cd’s são iguais porque tem apenas um Saudita (tipo Nel Monteiro) de toga na capa, nada mais, chego a zona da musica como eu a conheço e “voi-la”, que maravilha… todas as meninas: Britney Spears, Jennifer Lopez, Pussycat Dools, Anastacia, Shakira todas tapadinhas com manchas pretas, vermelhas e verdes nas zonas onde estava pele. Não pude deixar de comprar uns exemplares.
Outra coisa que não percebi foi o porquê censurar a capa dos DVD’s de musica se depois o vídeo interior não o está? Enfim. Depois de comprar os cd’s e de os abrir, resolvi ver se as páginas interiores também estavam pintadas ou não e lá está, o das Pussycat Dolls continuavam todas pintadinhas, mas a Jennifer Lopez nas páginas interiores exibe grandes decotes, mini saias e pequenos bikinis.
Foi aqui que deixei de tentar perceber os critérios de censura.




Tudo o que esta a preto e vermelho sao as partes censuradas

Domingo, Junho 11, 2006

Saldo do primeiro mês

É realmente incrível o rápido que passa o tempo quando se está a viver coisas novas todos os dias. Ainda nem sequer estou totalmente instalado e já passou o primeiro mês. Começo-me agora a sentir à vontade nesta minha nova terra, o facto de ter carro permite-me fazer incursões solitárias mais regulares nesta sociedade, é incrível o divertido que pode ser aqui sentar-me numa cadeira de um centro comercial e ficar a olhar e tentar perceber o que vejo; Vejo dois homens (que podiam perfeitamente ser terroristas) de toga e de mão dada a escolher uma máquina de depilação feminina; Vejo famílias com um homem 4 mulheres e 10 crianças; Vejo mulheres mais destemidas que se recusam a cobrir a sua cara; Vejo a forma como os sauditas olham para estas mulheres que não se cobrem; Vejo triângulos pretos a comprar mini-saias e top’s do mais arrojado que há; Vejo homens barbudos e velhos a atender as pessoas numa loja de lingerie; Vejo as fotografias das modelos nas montras das lojas censuradas, ou pintadas a preto e tudo isto dá realmente muito que pensar no diferentes que são os nossos mundos a apenas umas horas de distância.

Nos centros comerciais há todo o tipo de lojas que estamos habituados a ver em Portugal e muitas mais, são autênticos paraísos de compras. “Shopping” aqui é considerado desporto nacional principalmente por parte das mulheres que ocupam os seus tempos livres aos grupos nestes centros e o elevado poder económico dos Sauditas ajuda a festa.

No compound a vida é realmente muito boa, tudo está perto, muito desporto, a vida social a volta das piscinas, o restaurante, o espírito de vizinhança as pessoas, etc Até o dia em que por primeira vez agarrei no carro e fui dar a volta toda ao compound e lhe descobri os limites, os muros. Senti uma pequena sensação de claustrofobia como a que já tinha sentido uma vez quando viva em Las Palmas de Gran Canaria e dei a volta toda a ilha e lhe conheci os limites, fica se a pensar: é só isto? Estas coisas são o tipo de coisas que não se pensam nas primeiras semanas em que tudo é novo, mas agora começo a dar por elas, e o que antes descreveria como “um bairro gigante onde vivem os ocidentais sem as estritas regras da sociedade saudita” agora descrevo-o como este pequeno cantinho onde temos “algumas liberdades”.

Para terminar quero dizer que o saldo até agora é extremamente positivo e se pensar em tudo o que aprendi, pensei, li, conheci e vi este este ultimo mês é apenas um sexto do que vou viver por cá, então vai ser sem duvida a experiência de uma vida.

Sábado, Junho 10, 2006

Conduzir em Riade


Finalmente tenho carro. Para viver aqui o carro é realmente imprescindível por variadíssimos motivos, em primeiro lugar porque não existem transporte públicos, depois as distâncias (imaginem uma cidade de 4 milhões de habitantes e poucos edifícios tem mais de 2 3 andares), o calor abrasador, etc.
O carro que tenho ainda não é meu, o Mauro foi de férias para a colômbia, e depois de uma troca de carros acabei por ficar com um Toyota Corola do José Manuel (gracias José) e hoje foi a minha primeira experiência ao volante. Conduzir por aqui, como não podia deixar de ser, é também uma aventura. A maioria das ruas são autênticas auto-estradas sem faixas de rodagem onde se misturam Lamborghinis com os maiores “chaços” que já vi até hoje em constantes zig zag’s e desrespeitando quaisquer regra de civismo sem falar nas de transito. A tudo isto há que juntar o transito caótico os “passeios” dos membros da família real os inúmeros “check point” de segurança e penas de excesso de velocidade que podem ser um dia de cadeia. Agora com carro prometo andar sempre com a maquina fotográfica e mostrar vos mais detalhadamente onde vivo.

Sexta-feira, Junho 09, 2006

Os Colombianos

Ainda não vos tinha apresentado os Colombianos e eles próprios fizeram questão de ser apresentados (já estamos a combinar uma ida a Portugal). O Guillermo, José Manuel, José António, Alberto e Mauro são das poucas pessoas da minha idade e solteiras que conheci desde que aqui estou, e alem disso vivem no mesmo compound que eu. Estes “maricas” falam um espanhol estranho e querem-me o impingir com termos como: “huevon, vaina, chévere, gonorrea, chino e las moflas”.
São as pessoas com quem mais me dou e tive realmente muita sorte em conhecê-los.



Terça-feira, Junho 06, 2006

Mais fotos do Souq


Lá vai o Rei

Já várias vezes escrevi aqui sobre as questões de segurança que temos que lidar todos os dias aqui em Riyadh: tanques, bunkers, militares armados, “check points”, inspecções ao carro e motor, etc. Tudo isto para o comum do mortal, agora imaginem como é a segurança para o Rei e para a família real mais poderosa do mundo.
Já varias vezes no caminho para casa me cruzei com as deslocações da família real, graças a deus (ou a Alá) sempre no sentido oposto e são qualquer coisa de extraordinário. Começam por cortar o transito de TODAS as ruas por onde vão passar, carros da policia estacionam de lado para parar o transito nas grandes avenidas com 4 faixas de rodagem e depois de a estrada estar vazia e com alguns carros da policia ao longo do percurso começam-se a ver ao longe 2 helicópteros militares que sobrevoam pouco acima do nível da estrada, um faz a vistoria do caminho e o outro segue exactamente por cima da comitiva de carros. De repente um batalhão de 30 /40 carros (tento sempre conta-los) aparece a alta velocidade onde podemos ver vários carros da policia, bombeiros, ambulâncias, Jeeps, Vans, Hummers, Mercedes, BMW’s, Bentley’s e outros carros topo de gama e sem nunca conseguir perceber em qual dos carros irá tão ilustre personalidade. Depois de passar a comitiva a policia deixa então seguir viagem os milhares de pessoas que entretanto ficaram retidas em filas intermináveis na cidade mais caótica de transito que já conheci até hoje. Até parece uma experiência gira para ver uma vez ou outra, mas o problema é que isto acontece em todas as deslocações de vários membros da família todos os dias, posso vos garantir que a partir da segunda vez, já não tem piada nenhuma mesmo.

Domingo, Junho 04, 2006

Al-McDonalds

Sábado, Junho 03, 2006

Ida ao Souq

Souq significa quarteirão ou bairro e em Riyadh tudo está dividido por souq’s: o souq dos computadores, souq dos rent-a-car, lojas de roupa etc. Mas pelo que percebi quando se referem “ao Souq” é a zona dos típicos bazares árabes com montes de lojinhas umas em cima das outras onde se podem encontrar todo o tipo de produtos do Médio Oriente e da Ásia baratos e claro depois de regatear muito mais baratos.
Quando entramos parece que recuamos no tempo, confesso que impõe algum respeito e não sei se iria lá sozinho, logo à entrada encontramos a praça onde todas as Sextas-Feiras de manha se realizam as am.putações, as sent.enças de m.orte e as tão famosas chi.batadas (convém não ir lá nestes dias). Como íamos um grupo grande fizemos questão de que.brar algumas re.gras e come.çar logo a ti.rar fot.ografias (que são proib.idas e podem mesmo tirar-nos as ma.quinas), a primeira de grupo mesmo em frente a esta pr.aça e as seguintes dentro do Souq mais propriamente dentro das lojas.
Depois de muitas voltas e de muita palhaçada dentro das lojas tivemos mais um enco.ntro com um “muttawa”, desta vez para im.plicar mesmo connosco porque alguns de nós estavam dentro de uma loja quando estava a começar mais um “prayer time”, as lojas são obrigadas a fechar para toda a gente ir rezar. Não passou de um susto quando dei por mim estava de caras com ele e com o policia en.quanto m.exia na ma.quina fo.tográfica, mas não me disse nada e foi directamente para a loja im.plicar com o empregado e dizer à Maria para cobrir a cabeça com o lenço. Mas para alem de um aumento significativo do ritmo cardíaco de todos nós não aconteceu nada de mais, a Maria cobriu a cabeça, saímos da loja e o empregado foi obrigado a ir rezar para a mesquita.

Nando's


Jantar no mítico "Nando's" franchising português que há espalhado por todo o mundo que na verdade, de português tem muito pouco.
Notas: -A cerveja que está em cima da mesa é sem alcool.
-O restaurante não tem "family section", ou seja, as mulheres não podem entrar.

Fiiiesta

Muito tem acontecido nestes últimos dias, para bem dizer não tenho parado mesmo, apesar de todos os entraves, a vida social dos ocidentais em Riyadh é fantástica talvez até bem mais interessante por ser tão aventureira e um autentico jogo do “gato e do rato” de forma a conseguirmos con.tornar as est.ritas re.gras Sauditas. As fes.tas (mais uma vez sem entrar em grandes pormenores) são feitas nas embai.xadas, compounds e em casas privadas, todas elas com “Guest List” e em algumas não é permitida a entrada de máquinas fotográficas nem telemóveis para não haver qualquer tipo de re.gistro do que por lá se passa. Estas fes.tas em nada ficam a de.ver às que se fa.zem pelo mundo fora (algumas delas bem melhores) e o importante é conhecer muita gente para garantir sempre o nome nas “guest list”, e diga-se que desde que cheguei tenho tido mesmo muita sorte (obrigado Olindo) e têm sido 2 por semana. E mais não digo… apesar de ser um tema sobre o qual teria muito para escrever, deixo-vos uma foto em que estamos a beber... Guaraná…claro... ;)


Shopping

Sábado, Maio 27, 2006

Moto 4



Esta sexta feira tinha combinado ir com uns amigos passear para o deserto com Motos 4 alugadas, estava tudo preparado para partirmos ás 6 da manha, pois tem que ser bem cedo por causa do calor. Mas alguns pequenos percalços como este faz nos lembrar que vivemos na Arábia Saudita, berço da maioria dos terroristas extremistas. Na noite anterior recebemos um comunicado da Embaixada de Inglaterra que aconselhava os ocidentais a não irem para o deserto pois suspeitava-se que membros de organizações terroristas planeavam fazer raptos de ocidentais durante estes passeios pelo deserto… Isto dá que pensar, mas ainda assim não desisti da ideia de num próximo fim de semana, quando os Srs. Terroristas estiverem mais ocupados, ir para esta aventura que dizem ser espectacular.

Quarta-feira, Maio 24, 2006

Viva la internet


Finalmente tenho Internet. Vieram-me instalar ontem a alta tecnologia Saudita bastante evoluída para um país que diz estar no ano de 1427. Para instalar um cd e ligar a um modem com uma antena foi preciso um Paquistanês um Filipino (não, não era uma bolacha… era mesmo um homem), 150 SAR (33€) e uma hora e meia do meu precioso tempo.
A dita Internet chamasse ADSL por satélite promete boas velocidades e promete também não haver censura. É im.possível tentar perce.ber quais são os critérios de cen.sura destes gajos, consegue-se aceder aos blogs mas não ás fotos (sim eu faço post das fotos e depois não as vejo), consigo aceder ao sapo.pt mas não consigo fazer pesquisas, procurar por Arábia Saudita no google é conh.ecer uma Arábia ima.culada e perf.eita como no mundo das crianças. Mas agora tudo isto acabou, Internet com velocidade e sem censura…isso pensava eu… É verdade não está censurada, mas o que se esqueceram de me dizer na altura do contrato é que as velocidades que prometiam são para compartilhar com todos os moradores do compound, ou seja, à hora de jantar por exemplo tenho que esperar 5 minutos para abrir uma pagina, e fazer o download dos mails dá tempo de fazer o jantar. É preciso esperar que a vizinhança se vá toda deitar e aí sim... Enfim, é o melhor que se arranja, a partir de agora já estou contactável com o mundo (sim porque agora tenho amigos em todo o mundo).

Segunda-feira, Maio 22, 2006

Então é assim

S.ei q o site está sob vigila.ncia por isso tenho que ter muito cui.dado com o que escr.evo, tudo o q escr.evo é sempre cuida.samente pensado, sei que utilizam sis.temas de tra-dução para traduziir o tuga, e não quero ter pró.blemas por estar aqui a rel.atar as minhs estorias. Por isso vou com.eçara a uusar mais calão, sinais ou mesmo er.ros nas palabras chave. Sorry mas tem mm que ser assim.
Gos.tava de vos contar tantas outras coisas inaacreditaveis que acoontecem aqui, mas tenho sempre re.ceio de estar a ser ofensiivo e que mal intrepretemm o que escrevo.

Domingo, Maio 21, 2006

Desabafo

É realmente muito deprimente trabalhar ao Sabado e Domingo...

Sábado, Maio 20, 2006

Expresso

Pelos vistos vai aparecer um a citação minha sobre a censura na Arábia Saudita num pé-de-pagina do Expresso se alguém a encontrar enviem-me a para eu a por aqui, acho que vai ser qualquer coisa como:
“Arábia Saudita com censura..."Procurar informações ou ter acesso às mesmas na web... nem sempre é fácil; pelo menos em alguns países do mundo..."

Terça-feira, Maio 16, 2006


Compound Posted by Picasa


Cozinha Posted by Picasa


Quarto Posted by Picasa


Sala Posted by Picasa


Um dos tanques que protegem o compound Posted by Picasa


Os muros do compound Posted by Picasa


Piscina Posted by Picasa


"Mi casa" ao fundo no andar de baixo Posted by Picasa

Primeiro contacto com um "Muttawa"


Domingo (ou seja um dia de semana normal) depois do trabalho combinei ir ao centro comercial da Al-Faisalia com a Maria e 2 Colombianos passear e fazer compras, o que em qualquer país do mundo seria uma coisa perfeitamente normal mas aqui é uma autêntica aventura. A partida já estamos a cometer algum tipo de ilegalidade aos olhos dos sauditas, pois estamos a sair juntos e no mesmo carro 3 homens solteiros com uma mulher casada e sem o marido dela. Quando chegamos ao centro da cidade por volta das 18h apercebemo-nos que estamos em plena hora de oração, ou seja, tudo fechado durante 45 minutos, optamos por esperar dentro do carro no fresco do ar condicionado.
Depois de algumas voltas no paraíso das compras que é a Olaya (uma das avenidas principais) fomos então para o centro comercial e quando chegamos “voi-la”, estamos outra vez na hora da oração, mais 45 minutos de espera, mas estes foram uma aventura. No centro durante a oração todas as lojas e restaurantes fecham, os homens dirigem se para umas mini mesquitas que há ao lado das casas de banho e as mulheres como não podem rezar em publico sentam-se nos bancos e esperam. A determinada altura o cenário é o seguinte: um centro comercial fechado, com uns cânticos árabes como banda sonora, centenas de triângulos pretos sentados nos bancos e nós… A Maria com a sua abaya e nós vestidos de forma bem colorida a passear pelo centro a olhar para as montras das lojas, sempre que passamos ao lado de um grupo de triângulos negros viram-nos as caras ou cobrem se ainda mais, mas nós divertidos com a situação. Mas a determinado momento começamos a ouvir uns gritos muito agressivos, “Salamm, salamm”(rezar), era um “muttawa” os policias religiosos que normalmente vêm acompanhados por um policia e outros religiosos. Os “muttawas“ distinguem-se pelas suas longas barbas, um véu preto e dourado por cima da toga um pouco mais curta que o normal. Automaticamente a Maria afasta se de nós e actua como se não nos conhecesse, o muttawa grita com toda a gente e obriga as lojas mais atrasadas a fechar as suas portas. Fingimos que não conhecemos a Maria e continuamos a olhar para as montras mas sempre discretamente de olho no “muttawa” com esperanças que não sobre para nós. De repente sai do elevador um grupo de jovens sauditas da nossa idade que não deviam estar com muita vontade de rezar e foram surpreendido pelo polícia que acompanha o “muttawa” e leva-os até ele. Não percebi o que se estava a passar, mas boa coisa não era., quando os voltei a ver já estavam a sair escoltados pelo polícia e os religiosos.
Confesso que foi um momento com muita tensão pois ouvem-se regularmente histórias sobre o poder dos muttawas e apesar de não costumarem embirrar muito com os ocidentais caso não estejamos a cometer nenhuma “ilegalidade”.
Depois de esta aventura fomos brindados com uma belíssima refeição na zona das famílias (um privilégio pois estávamos com a Maria), nesta zona misturam se homens e mulheres, mas ainda assim cada mesa tem uns biombos, e as poucas sauditas que lá estavam fecham-se dentro de eles para poderem descobrir as suas caras e comer à vontade.

Segunda-feira, Maio 15, 2006

Don't worrie, Portugal está em boas mãos...

Hoje vou SOZINHO representar portugal na 3rd Anual Meeting of the European Union Commercial Counsellors... Lets see...

Domingo, Maio 14, 2006

Life @ Compound


Já tenho casa! A minha residência durante os próximos 6 meses vai ser no Ranco Village www.ranvil.com.
Visto de fora parece uma prisão de alta segurança, altos muros com arames farpados, pequenos tanques em cada uma das esquinas. A primeira vez que se entra a visão é algo assustadora. Explico, na primeira entrada estão sempre uns 7 ou 8 militares fardados (as vezes mais), do lado esquerdo um pequeno bunker com sacos de areia esconde uma metralhadora com dois soldados, ao lado deste bunker uma casota com uma cancela onde todos os carros são inspeccionados à entrada, espelhos para verem por debaixo do carro, a mala e o capou são devidamente inspeccionados. Se alguém tentar entrar pela zona da “saída” terá como surpresa umas lagartas que rebentam todos os pneus do carro. Depois de passar por tudo isto é nos aberta a cancela e ai temos que percorrer um percurso de “zig-zag’s” entre paredes de betão ao longo de uns 200 metros e quando se chega ao final há que voltar para trás. Depois de fazer este percurso encontramos mais uma casota com uns portões grandes fechados, ao lado um tanque com mais alguns militares em cima a torrar ao sol. Nesta casota temos que nos identificar e quem não for morador do compound, tem que ser convidado por um ou entrar com um morador, além disso tem que deixar a sua identificação a porta em troca de um cartão de visitante. Depois de tudo isto entramos no paraíso dos ocidentais. Aqui não há as estritas regras sauditas, as mulheres tiram as suas “abayas” e vestem biquinis, os homens podem estar de calções de banho. Aqui a vida é normal. As ruas parecem um típico bairro dos arredores de uma cidade americana, casinhas térreas ruas calmas onde as crianças podem brincar e todas as condições necessárias para ter alguma qualidade de vida. Piscinas, sauna, ginásios, escolas, campos de ténis, squash, parque infantil, restaurante, minimercado, skate park, fazem passar o tempo neste pequeno mundinho ocidental dentro da Arábia Saudita.
Até agora estou adorar a minha nova residência, tive imensa sorte com as pessoas que cá vivem, a começar pelos portugueses. Quando cheguei (quinta-feira, primeiro dia do fim de semana saudita) tive logo direito a churrascada na piscina depois de uma tarde solarenga e com uma mistura fantástica de pessoas de todas as idades e de todas as nacionalidades (Portugueses, Colombianos, Brasileiros, Ingleses, Franceses, Gregos, Espanhóis, Americanos), o serão prolongou-se noite dentro com um ventinho agradável que refresca o calor da noite. Nestas jantaradas juntam se pessoas de outros compounds, e regularmente convida-se ou somos convidados para nos juntar-mos em outros compounds vizinhos.
O dia a dia é fantástico, toda a gente se conhece e os tempos livres são passados de volta da piscina ou nas diversas actividades do compound é realmente perecido com a vida de ferias numa urbanização algures no Algarve. Neste ambiente abstraiamo-nos do que se passa lá fora e esquecemo-nos das rígidas regras da sociedade Saudita.
Agora estou na fase de instalação no meu apartamento, tem um quarto, uma sala e cozinha, mas ainda precisa de alguma decoração e muitas compras, prometo mais um a vez umas fotos para breve.

Quarta-feira, Maio 10, 2006

Censura


Primeiro contacto com a censura, o Hi5 está bloqueado, só agora percebo como é obsceno.

First news from KSA


Pois é já cá estou. E estou a adorar, cada dia é uma aventura.
Estou instalado estes primeiros dias no Hotel Riyadh Palace, e fui muito bem recebido por parte da Embaixada. Isto é realmente diferente de tudo o que tinha visto até hoje, a cidade não é propriamente bonita, parece me uma típica cidade do Médio Oriente mas com alguns arranha-céus. Nas ruas os grandes carros americanos e europeus, limusinas, Hummers, Porches, Mercedes, Volvo contrastam com carrinhas de caixa aberta com uma série de pessoas na parte de trás e alguns dos carros e camionetas mais velhos que já vi até hoje. Os homens quase todos vestidos com as suas togas brancas e o lenço vermelho na cabeça e as mulheres são uns triângulos pretos que vagueiam pelas ruas e comem em zonas diferentes das dos homens nos restaurantes. Ainda não me habituei a ideia e não sei se me vou habituar. Todas as mulheres sem excepção têm que andar com um roupão preto a “Abaya” vestida por cima das suas roupas, incluindo as ocidentais. Algumas mulheres na sua maioria ocidentais não usam o lenço que lhes cobre a cabeça e o rosto e mas podem sempre correr o risco de ser abordadas pelos “Muttawas”, os polícias religiosos Sauditas.
O que mais choca no primeiro contacto com a cidade são as estritas medidas de segurança, na maioria das estradas e avenidas há os chamados “check points”, ou seja, militares armados no meio das estradas que revistam todos os carros e pedem a identificação aos passageiros. Ao entrar no “Diplomatique Quartier”, que é a zona da cidade onde estão situadas as embaixadas existem filas enormes porque todos os carros têm que ser revistados um a um. Até agora tenho andado sempre no carro da embaixada com o chouffer, e para estes carros diplomáticos existem corredores próprios e são um pouco mais tolerantes. Ainda assim ao entrar em qualquer garagem, seja ela a do edifício da embaixada, ou mesmo a garagem de um centro comercial existem uma série de seguranças que revistam o carro desde o motor, à mala e até usam espelhos para ver a parte debaixo do carro. Em todos estes “check points” há sempre um tanque ou um shaimite, ou mesmo um mini bunker feito com sacos de areia que cobre uma metralhadora e alguns militares. Ao princípio todo isto é um pouco assustador, mas é só uma questão de hábito, tudo isto é apenas para nossa segurança.
Em relação às temperaturas, é verdade é horrivelmente quente durante a noite, sempre na casa dos trintas e durante o dia na casa dos quarentas e ainda estamos na primavera, mas como não há humidade é bem mais fácil de lidar do que o calor a que estamos habituados. Desde que cheguei a cidade tem estado sempre coberta por um manto de areia e nuvens que não permitem ver o sol, e dá um tom alaranjado à cidade. Esta areia no ar e o facto de a cidade ser construída no meio do deserto faz com que tudo pareça sujo desde os edifícios às ruas, carros etc.
É realmente difícil habituarmo-nos aos fins de semana à 5ª e 6ª feira, mas por outro lado o meu horário de trabalho é das 8 da manhã até ás 14h portanto tenho as tarde todas livres, só ainda não descobri o que fazer com elas, pois não há propriamente muita vida social.
Ainda não vou puder deixar aqui fotos por diversos motivos, em primeiro lugar porque não trouxe o cabo da máquina fotográfica, segundo porque eles aqui não gostam muito que lhes tirem fotografias e posso mesmo ter problemas se tirar fotografias a edifícios públicos. Mas fica desde já prometida uma reportagem fotográfica.

Mais uma curiosidade, aqui estamos no ano de 1427... Ninguém diria.

Sábado, Maio 06, 2006

Adeus

Agora é que é, amanha por volta desta hora já vou estar em Riyadh.

Beijinhos, Abraços e até Novembro.

Ma'as-salaama. Good-bye

Terça-feira, Maio 02, 2006

Faltam 6 Dias...

Faltam 6 dias, não tenho casa para viver... Não tenho Hotel reservado para os primeiros dias... ainda nunca entrei em contacto pessoalmente com a Embaixada...
Doi-me o braço das vacinas todas que estou a levar! Tá na hora de me começar a mexer.
Ainda não estou estupidamente nervoso...

Terça-feira, Abril 18, 2006

Data de partida

SWISS AIRLINES


1.
LX 4581 B 07MAY LISZRH HK1 0755 1120 O*
OPERATED BY TAP AIR PORTUGAL
2. LX 228 B 07MAY ZRHRUH HK1 1245 1905 O*
3. LX 229 B 10NOV RUHZRH HK1 0205 0620 O*
4. LX 2084 B 10NOV ZRHLIS HK1 1000 1145 O

Já tenho data de partida, dia 7 de Maio estarei num avião rumo a Riyadh com uma escala em Zurique, ou seja, faltam 3 semanas…. 3 SEMANAS?????

Agora sim começam os nervos as questões e hesitações à seria, e para ajudar hoje fui à Embaixada da Arábia Saudita em Lisboa, e depois de passar pelos mais diversos dispositivos de segurança o porteiro, depois de lhe contar que ia estagiar para Riyadh disse-me “ Epá… então e não consegue mudar isso?? Não arranja um estagio noutro sitio? Sabe mesmo onde se vai meter?” Fiquei muito mais animado…

Mas por outro lado deram me o visto Multy Entry, que é o visto que me permite entrar e sair do país quantas vezes quiser.

Quinta-feira, Abril 06, 2006

Momentos II

Segunda-feira, Abril 03, 2006

Na mesa de cabeceira.


A minha leitura para estes dias é o livro de Carmen Bin Ladin, uma mulher nascida na Suíça de mãe iraniana e pai suíço, que se casou em 1974 com Yeslan, um dos irmãos de Osama Bin Laden. Apaixonada por aquele jovem exótico e refinado, filho de um dos homens mais ricos da Arábia Saudita, acompanhou-o aos Estados Unidos, onde ele estudava numa universidade americana. Foi lá que nasceu a primeira filha de ambos. No entanto, a vida do casal muda drasticamente quando Yeslam acaba os estudos e o casal se instala na Arábia Saudita. Carmen torna-se então uma testemunha privilegiada da ascensão da Organização Bin Laden, uma empresa tentacular estreitamente ligada à família real. Ao lado do marido, procura vislumbrar os mínimos sinais de modernização do mundo árabe. Em vão... Assiste pouco a pouco à fanatização crescente do país, cujo exemplo mais evidente é o cunhado, Osama Bin laden, o líder da Al-Qaeda. Então, decide partir para salvar as filhas da terrível condição das mulheres na Arábia Saudita. Julgava poder passar uma esponja no passado, refazer a sua vida em Genebra... Até ao 11 de Setembro de 2001.

Tenho que o ler em Portugal, o livro é proibido na Arábia Saudita.

Terça-feira, Março 21, 2006

Hábitos culturais

Quando se vai para um país tão diferente é sempre importante fazer alguma pesquisa sobre os seus hábitos e costumes para depois não fazer figura ridícula, ou mesmo ser se mal-educado.

Deixo-vos aqui alguns desses hábitos:

- As reuniões de trabalho devem ser de manhã, e estas podem ser bastante demoradas, pois os sauditas têm por habito atender telefonemas, receber pessoas, assinar papéis até tratar de outros assuntos durante a reunião.

-Para dar ou receber qualquer coisa deve-se sempre usar a mão direita.

-Antes de se começar a falar de negócios deve se sempre ter uma conversa de cortesia introdutória, na maior parte dos casos esta conversa é mais demorada que o próprio negócio.

-Os sauditas falam muito próximo das pessoas, afastar-se é sinal de desrespeito.

-Caso durante uma reunião haja um “pausa para oração”, deve respeitar essa pausa e esperar que acabe de rezar. (+/- 20 min)

-Hoje em dia come-se com talheres, mas ainda podem acontecer jantares em que se utiliza as mãos, mas apenas a direita.

- Não se pode cruzar as pernas frente a um Saudita, é sinal de desrespeito, pois a sola dos sapatos são o final do corpo e são considerados sujos, não devem estar à vista.

-Raramente um saudita abre as portas de sua casa, mas no caso de se visitar uma, deve-se tirar os sapatos à porta.

Imaginem um país onde...

-Nenhum não-muçulmano pode entrar no país, a não ser que seja a convite de uma empresa ou de um familiar em primeiro grau.

-Não existem vistos turísticos, porque os visitantes ocidentais não são bem vindos.

-É totalmente proibido entrar no país com símbolos religiosos de outras religiões, como por exemplo uma bíblia ou mesmo uma cruz (brinco ou colar).

-A Internet está censurada.


Sábado, Março 11, 2006

Quote

Arábia Saudita: País onde as mulheres não podem mostrar nem a cara nem o corpo na rua, o que retira a principal motivação profissional aos trabalhadores da construção civil.

By Ricardo Araújo Pereira in "Como ficar estupidamente culto em apenas 10 minutos."

Quarta-feira, Março 08, 2006

O momento da verdade

Uma pequena pérola que hoje chegou às minhas mãos, o vídeo do jantar no final do curso com a minha reacção quando soube o meu destino.
(com som, pode demorar a abrir, caso não abra carregar no outro botão do rato e "salvar como")


Sexta-feira, Março 03, 2006

Fim das férias

Enfim tudo o que é bom sempre acaba… Depois de mês e meio de férias pagas (ainda não, mas vão ser), fiquei hoje a saber que a partir de dia 7 de Março começo o meu estágio no ICEP em Lisboa.

Finalmente vou começar a trabalhar, vão se acabar as minhas longas noites em frente ao computador a pesquisar coisas sobre as Arábias. Confesso que já estava desejoso de começar a trabalhar, já lá vão 8 meses sem fazer nada (eu sei… há quem diga que foi bastante mais, enfim), o plano de estágio parece me bastante interessante. Ao longo destes 2 meses vou passar pelos diferentes departamentos do ICEP: Unidade de Recursos Humanos, Relações Externas, Finanças, Sistemas de Comunicação, Comunicação e Imagem, Conhecimento de Mercados, Gestão de Sectores e Gestão de Delegações. Estou bastante entusiasmado e curioso, mas confesso que este estágio em Portugal não passa de uma tortura para quem está desejoso de partir para a aventura, mas enfim, tem que ser…

Sábado, Fevereiro 25, 2006

Momentos

Entrevista ao carrasco do reino.


Recentemente chegou me este artigo, que considero no mínimo bizarro, trata-se de uma entrevista a um cidadão Saudita perfeitamente normal com mulher e filhos, apenas com um pequeno “se não”, a sua profissão. Muhammad Saad Al-Beshi, é um “carrasco” do Reino Saudita, a sua profissão é cortar as cabeças e mutilar órgãos aos criminosos, ou todos aqueles que infrinjam as leis legais ou religiosas no reino.

Deixo-vos algumas aqui algumas frases da entrevista:

- “It doesn’t matter to me: Two, four, 10 — As long as I’m doing God’s will, it doesn’t matter how many people I execute,”

- “Me? I sleep very well,” he adds.

- “No one is afraid of me. I have a lot of relatives, and many friends at the mosque, and I live a normal life like everyone else. There are no drawbacks for my social life.”

- However, he does reveal that a sword will cost something in the region of SR20,000. “It’s a gift from the government. I look after it and sharpen it once in a while, and I make sure to clean it of bloodstains.

- “It’s very sharp. People are amazed how fast it can separate the head from the body.”

- “As an experienced executioner, 42-year-old Al-Beshi is entrusted with the task of training the young. “I successfully trained my son Musaed, 22, as an executioner and he was approved and chosen,” he says proudly. Training focuses on the way to hold the sword and where to hit, and is mostly through observing the executioner at work.”

- An executioner’s life, of course, is not all killing. Sometimes it can be amputation of hands and legs. “I use a special sharp knife, not a sword,” he explains. “When I cut off a hand I cut it from the joint. If it is a leg the authorities specify where it is to be taken off, so I follow that.”

- “Al-Beshi describes himself as a family man. Married before he became an executioner, his wife did not object to his chosen profession.”

- “I deal with my family with kindness and love. They aren’t afraid when I come back from an execution. Sometimes they help me clean my sword.”

Artigo completo

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006

Imaginem um país onde....









Os centros comerciais são divididos por sexos.


Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Algumas fotos que encontrei na net




Algumas curiosidades


Arábia saudita

-População: 24,293,844

-Moeda: SAR, “Saudi Arabian Ryal” ( 1€ = 4,47sar)

-Hora: GMT +3

-Capital: Riyadh

-Fronteira com: Jordânia, Iraque, Kuwait, Irão, Bahrein, Qatar, Emiratos Árabes Unidos, Omã e Iémen.

-Economia: É o país do mundo com as maiores reservas de petróleo descobertas (24% do total). O sector petrolífero é responsável por 75% das receitas orçamentais.

-Restrições: Totalmente proibida a posse e uso de drogas, álcool, pornografia, armas e carne de porco. Apenas os Islâmicos podem entrar nas mesquitas e na Medina. O consumo de álcool ou de drogas resulta numa pena de cadeia de 2 anos.

- As mulheres estão sujeitas a um grande número de restrições: são obrigadas a usar roupas que cobrem todo o corpo, inclusive a cabeça, e não podem viajar sozinhas nem conduzir, nos autocarros devem sentar-se atrás e apenas podem comer em restaurantes quando acompanhadas de um familiar masculino.

-Cerca de 95% do território saudita é formado por desertos.

-Setembro é o mês do Ramadão

-O fim-de-semana é a Quinta e Sexta-feira

-Não existem vistos turísticos para entrar na Arábia Saudita (por isso esqueçam as visitas)

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006

Medina



As recentes obras de melhoramento da Mesquita de Medina, custaram 1.25 biliões de dolares.

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

Óptimo.... Agora já me sinto muito mais seguro!!!



In Correio da Manhã

"O Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP está pronto para partir para Riade, capital da Arábia Saudita, a fim de assegurar protecção aos diplomatas portugueses e restante pessoal da embaixada. A missão foi pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros."


Ver noticia completa.

Artigo da revista Sabado, "Estagiários de luxo", "ICEP exporta cérebros"



Um guia das Arabias... Missão impossivel??


Não existe... Depois de procurar no Corte Inglês, Fnac e livrarias especializadas, chego a conclusão que não existe em Lisboa qualquer tipo de guia da Arábia Saudita.

Encomendei na Amazon.

O Sheik Saudita

Acabei o curso!

É óptima esta sensação de liberdade e de dever cumprido. Mas e agora? Começar a trabalhar já? Estudar mais? Trabalhar em que? Onde? No meio de todas estas perguntas só tinha uma certeza: seja o que for, que seja no estrangeiro. Já tive uma experiência internacional, Erasmus nas Canárias, em Las Palmas e foi provavelmente a melhor experiência da minha vida, mas agora queria mais e acima de tudo num sitio mais longe e com uma cultura bem diferente.

Candidatei me então ao programa Inov-contacto do ICEP, mas com poucas esperanças de conseguir entrar visto haver milhares de candidatos para um numero reduzido de vagas. Mas o inesperado aconteceu, e após variadíssimas entrevistas recebi o tão desejado e-mail: “João Sanches foi apurado para participar na próxima edição do programa Inov-contacto”.
Acho que nunca me vou esquecer da manhã em que recebi esse e-mail.

E é aqui que começa a aventura composta por 2 semanas num hotel no Porto para um curso de Gestão Internacional com os 100 apurados para esta edição (50 da fileira sectorial mais 50 da fileira tecnológica), mais 2 meses de estagio numa empresa em Portugal, depois 6 meses de estagio numa empresa em qualquer pais do mundo e para terminar mais 2 meses de estagio em Portugal. Os destinos dos estágios e as respectivas empresas apenas foram revelados no último dia do curso num jantar com toda a pompa e circunstancia com direito a representantes do governo e confesso que foi horrível. Depois de criar expectativas, acumular tensões e definirmos quais os melhores e piores destinos, alguém depois de um jantar iria revelar-nos os nossos destinos, a nossa empresa… enfim o nosso futuro.

E lá estava eu depois daquele jantar em que nada comi e com os Gin-tónicos a enganar os nervos, comecei a ouvir os destinos de todos os outros colegas e amigos, alguns reagiam de uma forma eufórica, outros de uma forma mais decepcionada mas ninguém era indiferente aquele momento. E foi ai entre uma fotografia e um cigarro acabado de acender, que oiço o meu nome, levanto me e com enorme expectativa oiço o meu destino:

Embaixada de Portugal, Arábia Saudita…..

Confesso que quando ouvi o meu destino fiz uma associação automática ao sítio que eu mais queria ir, Dubai. Sentei me e só depois de aplausos e abraços é que me apercebi que Dubai é nos Emiratos Árabes Unidos e não na Arábia Saudita, nesse momento congelei os meus pensamentos eram duvidas soltas... “Para onde raios é que eu vou??? Qual é que é mesmo a capital da Arábia Saudita?? Riade?? Não?? Onde é que fica mesmo?? Faixa de Gaza? Iraque?? Kuwait?? Islão?? Bombas? Camelos? Civilização? Burkas?” MEU DEUS….

Foi assustador, nunca me tinha se quer passado pela cabeça fazer turismo no Médio Oriente muito menos ir viver para lá, mas é exactamente o que eu queria uma cultura, civilização completamente diferente.

Estou pronto para a aventura.

E é assim que nasce este Blog, sempre adorei escrever mas sempre me assustou um pouco que lessem o que escrevo, e que melhor forma de começar se não escrevendo os relatos de uma aventura rara com a qual fui privilegiado. Escrevo para amigos e para todos os que estejam interessados em conhecer comigo pouco a pouco este país, esta cultura esta religião.

Shoo Kran,

João Sanches

Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

Destino: Riyadh Arabia Saudita

 
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