segunda-feira, julho 17, 2006

Google Earth

Finalmente actualizaram o Google Earth e a partir de agora já se pode ver Riade de uma perspectiva aérea o que para mim foi fantástico, parece que de repente as estradas e os caminhos que faço todos os dias fazem mais sentido, desde que cheguei nunca tinha visto sequer um mapa da cidade.
Tenho me divertido imenso a “vasculhar” toda a cidade, deixo vos aqui alguns PrintScreen do meu compound e de Palácios…Muitos Palácios…









sábado, julho 15, 2006

Tio João

Apartir de agora tratem-me por... Tio João :)
Parabéns Nuno e Ana.

quarta-feira, julho 12, 2006

Conduzir em Riade III

Este video não é, de forma alguma, para me desculpar do acidente mas é realmente incrivel a forma como se conduz aqui.

terça-feira, julho 11, 2006

Aqui entre nós

Já várias vezes comecei a escrever post’s que ficaram inacabados, ou que decidi apaga-los, gostava muito de poder escrever sobre o que quero! Comentar o que leio nos jornais, o que vejo , o que sinto. Ás vezes sinto me preso! Nunca dei o devido valor à liberdade de expressão.



segunda-feira, julho 10, 2006

Conduzir em Riade II

Quando uma população num período curto de 40 anos troca os camelos por carros de alta cilindrada e as dunas do deserto por avenidas de 4 faixas de rodagem o resultado é algo mais ou menos como os carrinhos de choque da feira popular. Todos os dias vejo acidentes, ao longo das avenidas principais há reboques à espera que os acidentes aconteçam, a maioria dos carros tem na sua chapa o registo de vários acidentes. E desta foi a minha vez! Um animal de um “beduíno” destes que conduzia aos “zig zag’s” entre as varias faixas de rodagem bateu me por trás quando eu circulava na faixa da esquerda, porque pensava (!?!) que havia espaço para passar entre mim e o que circulava na faixa à direita da minha!!!! Depois do acidente saímos do carro para ver os estragos e descubro que obviamente ele só falava árabe, fiquei sem saber como resolver a situação, mas o tipo poupo-me esse problema porque resolveu correr para dentro do carro e fugir. O civismo ainda não chegou cá! Meti-me rapidamente no carro e tentei persegui-lo, mas era impossível faze-lo parar. Felizmente existem os seguros.
God Damn It!!!!!!!!

terça-feira, julho 04, 2006

Sand Storm

Tempestades de areia, ainda não vi nenhuma mas que as há..há, fica aqui a prova.

Compound 2

Bem sei que já há algum tempo que não escrevo nada, mas ultimamente não tem acontecido muita coisa sobre a qual possa escrever. Basicamente tem sido só festas e muitos refrigerantes ;) Alem disso a minha máquina fotográfica “pifou” numa dessas noites, mas deixo-vos aqui umas fotos da entrada do compound. Este é o percurso que tenho que fazer todos os dias entre o primeiro e o segundo check point. Quando conseguir sacar as fotos sem ser visto, logo ponho fotos dos tanques e do bunker da entrada.





segunda-feira, junho 19, 2006

Sobre o calor

Já devia ter escrito alguma coisa sobre o calor, mas como toda a gente me diz que isto ainda é primavera e que “logo vou ver em Agosto” não quis ser mariquinhas e resolvi aguentar de bico calado. Mas hoje não consegui. É Sábado primeiro dia de trabalho neste meu novo calendário e quando chego à embaixada descubro que durante o fim-de-semana o ar condicionado avariou-se (esta sempre ligado 24h todos os dias) o termómetro do meu relógio em cima da secretaria marca 37 graus, tudo esta quente, a secretaria, a cadeira, é horrível mesmo não consigo trabalhar nem concentrar-me espero que se resolva rápido.

Desde que cheguei que durante a noite as temperaturas estão sempre na casa dos 30º’as durante a noite e na casa dos 40º’as durante o dia, e já vi mesmo o termómetro a marcar 50º dando me uma pequena mostra do que vai ser o verão. A piscina é o sítio onde me refresco e a agua está a 31 graus. Começa agora a ser difícil tomar banho em casa, os depósitos de água estão ao sol e por isso, mesmo com a água fria no máximo a água começa a sair a escaldar. Existe um outro cuidado que se deve ter, o de não deixar nada dentro do carro quando fica estacionado ao sol, porque segundo o que li o interior chega atingir temperaturas de 60º/70º e estraga tudo o que lá se deixe.

quarta-feira, junho 14, 2006

Voltando à censura

O tema da censura acima de tudo diverte-me, porque tudo o que há censurado, também se consegue sem o estar com muita facilidade. A Internet está censurada mas há empresas que oferecem o mesmo serviço por satélite que não está. A televisão é controlada, mas toda a gente tem antena parabólica, a musica ainda hoje não é muito bem aceite e até há alguns tempos os muttawas arrancavam os rádios dos carros e ainda hoje muitos táxis não o têm. Mas entretanto divertia-me a tentar descobrir os critérios de censura que são aplicados aqui, mas desisti, julgo que não existem critérios. Imaginem que vão comprar um colchão de piscina para as crianças, e na caixa vem uma foto de uma mãe a brincar com as suas crianças na piscina, aqui as crianças estão... mas a mãe não! Ou seja está, mas pintada de preto, com sorte deixam-lhe a cabecinha de fora. No tecto do centro comercial há cartazes de anuncio a um perfume onde só aparece a cara de uma senhora, e mesmo a assim a imagem da cara esta tremida. Algumas revistas quando folheadas reparamos que todas as mulheres se vestem de preto, lá esta mais uma vez a censura.
Resolvi então explorar um pouco mais este tema, e o melhor sitio que encontrei foi uma loja de música. Depois de passar pela secção de musica Saudita onde todos os cd’s são iguais porque tem apenas um Saudita (tipo Nel Monteiro) de toga na capa, nada mais, chego a zona da musica como eu a conheço e “voi-la”, que maravilha… todas as meninas: Britney Spears, Jennifer Lopez, Pussycat Dools, Anastacia, Shakira todas tapadinhas com manchas pretas, vermelhas e verdes nas zonas onde estava pele. Não pude deixar de comprar uns exemplares.
Outra coisa que não percebi foi o porquê censurar a capa dos DVD’s de musica se depois o vídeo interior não o está? Enfim. Depois de comprar os cd’s e de os abrir, resolvi ver se as páginas interiores também estavam pintadas ou não e lá está, o das Pussycat Dolls continuavam todas pintadinhas, mas a Jennifer Lopez nas páginas interiores exibe grandes decotes, mini saias e pequenos bikinis.
Foi aqui que deixei de tentar perceber os critérios de censura.




Tudo o que esta a preto e vermelho sao as partes censuradas

domingo, junho 11, 2006

Saldo do primeiro mês

É realmente incrível o rápido que passa o tempo quando se está a viver coisas novas todos os dias. Ainda nem sequer estou totalmente instalado e já passou o primeiro mês. Começo-me agora a sentir à vontade nesta minha nova terra, o facto de ter carro permite-me fazer incursões solitárias mais regulares nesta sociedade, é incrível o divertido que pode ser aqui sentar-me numa cadeira de um centro comercial e ficar a olhar e tentar perceber o que vejo; Vejo dois homens (que podiam perfeitamente ser terroristas) de toga e de mão dada a escolher uma máquina de depilação feminina; Vejo famílias com um homem 4 mulheres e 10 crianças; Vejo mulheres mais destemidas que se recusam a cobrir a sua cara; Vejo a forma como os sauditas olham para estas mulheres que não se cobrem; Vejo triângulos pretos a comprar mini-saias e top’s do mais arrojado que há; Vejo homens barbudos e velhos a atender as pessoas numa loja de lingerie; Vejo as fotografias das modelos nas montras das lojas censuradas, ou pintadas a preto e tudo isto dá realmente muito que pensar no diferentes que são os nossos mundos a apenas umas horas de distância.

Nos centros comerciais há todo o tipo de lojas que estamos habituados a ver em Portugal e muitas mais, são autênticos paraísos de compras. “Shopping” aqui é considerado desporto nacional principalmente por parte das mulheres que ocupam os seus tempos livres aos grupos nestes centros e o elevado poder económico dos Sauditas ajuda a festa.

No compound a vida é realmente muito boa, tudo está perto, muito desporto, a vida social a volta das piscinas, o restaurante, o espírito de vizinhança as pessoas, etc Até o dia em que por primeira vez agarrei no carro e fui dar a volta toda ao compound e lhe descobri os limites, os muros. Senti uma pequena sensação de claustrofobia como a que já tinha sentido uma vez quando viva em Las Palmas de Gran Canaria e dei a volta toda a ilha e lhe conheci os limites, fica se a pensar: é só isto? Estas coisas são o tipo de coisas que não se pensam nas primeiras semanas em que tudo é novo, mas agora começo a dar por elas, e o que antes descreveria como “um bairro gigante onde vivem os ocidentais sem as estritas regras da sociedade saudita” agora descrevo-o como este pequeno cantinho onde temos “algumas liberdades”.

Para terminar quero dizer que o saldo até agora é extremamente positivo e se pensar em tudo o que aprendi, pensei, li, conheci e vi este este ultimo mês é apenas um sexto do que vou viver por cá, então vai ser sem duvida a experiência de uma vida.

sábado, junho 10, 2006

Conduzir em Riade


Finalmente tenho carro. Para viver aqui o carro é realmente imprescindível por variadíssimos motivos, em primeiro lugar porque não existem transporte públicos, depois as distâncias (imaginem uma cidade de 4 milhões de habitantes e poucos edifícios tem mais de 2 3 andares), o calor abrasador, etc.
O carro que tenho ainda não é meu, o Mauro foi de férias para a colômbia, e depois de uma troca de carros acabei por ficar com um Toyota Corola do José Manuel (gracias José) e hoje foi a minha primeira experiência ao volante. Conduzir por aqui, como não podia deixar de ser, é também uma aventura. A maioria das ruas são autênticas auto-estradas sem faixas de rodagem onde se misturam Lamborghinis com os maiores “chaços” que já vi até hoje em constantes zig zag’s e desrespeitando quaisquer regra de civismo sem falar nas de transito. A tudo isto há que juntar o transito caótico os “passeios” dos membros da família real os inúmeros “check point” de segurança e penas de excesso de velocidade que podem ser um dia de cadeia. Agora com carro prometo andar sempre com a maquina fotográfica e mostrar vos mais detalhadamente onde vivo.

sexta-feira, junho 09, 2006

Os Colombianos

Ainda não vos tinha apresentado os Colombianos e eles próprios fizeram questão de ser apresentados (já estamos a combinar uma ida a Portugal). O Guillermo, José Manuel, José António, Alberto e Mauro são das poucas pessoas da minha idade e solteiras que conheci desde que aqui estou, e alem disso vivem no mesmo compound que eu. Estes “maricas” falam um espanhol estranho e querem-me o impingir com termos como: “huevon, vaina, chévere, gonorrea, chino e las moflas”.
São as pessoas com quem mais me dou e tive realmente muita sorte em conhecê-los.



terça-feira, junho 06, 2006

Mais fotos do Souq


Lá vai o Rei

Já várias vezes escrevi aqui sobre as questões de segurança que temos que lidar todos os dias aqui em Riyadh: tanques, bunkers, militares armados, “check points”, inspecções ao carro e motor, etc. Tudo isto para o comum do mortal, agora imaginem como é a segurança para o Rei e para a família real mais poderosa do mundo.
Já varias vezes no caminho para casa me cruzei com as deslocações da família real, graças a deus (ou a Alá) sempre no sentido oposto e são qualquer coisa de extraordinário. Começam por cortar o transito de TODAS as ruas por onde vão passar, carros da policia estacionam de lado para parar o transito nas grandes avenidas com 4 faixas de rodagem e depois de a estrada estar vazia e com alguns carros da policia ao longo do percurso começam-se a ver ao longe 2 helicópteros militares que sobrevoam pouco acima do nível da estrada, um faz a vistoria do caminho e o outro segue exactamente por cima da comitiva de carros. De repente um batalhão de 30 /40 carros (tento sempre conta-los) aparece a alta velocidade onde podemos ver vários carros da policia, bombeiros, ambulâncias, Jeeps, Vans, Hummers, Mercedes, BMW’s, Bentley’s e outros carros topo de gama e sem nunca conseguir perceber em qual dos carros irá tão ilustre personalidade. Depois de passar a comitiva a policia deixa então seguir viagem os milhares de pessoas que entretanto ficaram retidas em filas intermináveis na cidade mais caótica de transito que já conheci até hoje. Até parece uma experiência gira para ver uma vez ou outra, mas o problema é que isto acontece em todas as deslocações de vários membros da família todos os dias, posso vos garantir que a partir da segunda vez, já não tem piada nenhuma mesmo.

domingo, junho 04, 2006

sábado, junho 03, 2006

Ida ao Souq

Souq significa quarteirão ou bairro e em Riyadh tudo está dividido por souq’s: o souq dos computadores, souq dos rent-a-car, lojas de roupa etc. Mas pelo que percebi quando se referem “ao Souq” é a zona dos típicos bazares árabes com montes de lojinhas umas em cima das outras onde se podem encontrar todo o tipo de produtos do Médio Oriente e da Ásia baratos e claro depois de regatear muito mais baratos.
Quando entramos parece que recuamos no tempo, confesso que impõe algum respeito e não sei se iria lá sozinho, logo à entrada encontramos a praça onde todas as Sextas-Feiras de manha se realizam as am.putações, as sent.enças de m.orte e as tão famosas chi.batadas (convém não ir lá nestes dias). Como íamos um grupo grande fizemos questão de que.brar algumas re.gras e come.çar logo a ti.rar fot.ografias (que são proib.idas e podem mesmo tirar-nos as ma.quinas), a primeira de grupo mesmo em frente a esta pr.aça e as seguintes dentro do Souq mais propriamente dentro das lojas.
Depois de muitas voltas e de muita palhaçada dentro das lojas tivemos mais um enco.ntro com um “muttawa”, desta vez para im.plicar mesmo connosco porque alguns de nós estavam dentro de uma loja quando estava a começar mais um “prayer time”, as lojas são obrigadas a fechar para toda a gente ir rezar. Não passou de um susto quando dei por mim estava de caras com ele e com o policia en.quanto m.exia na ma.quina fo.tográfica, mas não me disse nada e foi directamente para a loja im.plicar com o empregado e dizer à Maria para cobrir a cabeça com o lenço. Mas para alem de um aumento significativo do ritmo cardíaco de todos nós não aconteceu nada de mais, a Maria cobriu a cabeça, saímos da loja e o empregado foi obrigado a ir rezar para a mesquita.

Nando's


Jantar no mítico "Nando's" franchising português que há espalhado por todo o mundo que na verdade, de português tem muito pouco.
Notas: -A cerveja que está em cima da mesa é sem alcool.
-O restaurante não tem "family section", ou seja, as mulheres não podem entrar.

Fiiiesta

Muito tem acontecido nestes últimos dias, para bem dizer não tenho parado mesmo, apesar de todos os entraves, a vida social dos ocidentais em Riyadh é fantástica talvez até bem mais interessante por ser tão aventureira e um autentico jogo do “gato e do rato” de forma a conseguirmos con.tornar as est.ritas re.gras Sauditas. As fes.tas (mais uma vez sem entrar em grandes pormenores) são feitas nas embai.xadas, compounds e em casas privadas, todas elas com “Guest List” e em algumas não é permitida a entrada de máquinas fotográficas nem telemóveis para não haver qualquer tipo de re.gistro do que por lá se passa. Estas fes.tas em nada ficam a de.ver às que se fa.zem pelo mundo fora (algumas delas bem melhores) e o importante é conhecer muita gente para garantir sempre o nome nas “guest list”, e diga-se que desde que cheguei tenho tido mesmo muita sorte (obrigado Olindo) e têm sido 2 por semana. E mais não digo… apesar de ser um tema sobre o qual teria muito para escrever, deixo-vos uma foto em que estamos a beber... Guaraná…claro... ;)


Shopping

sábado, maio 27, 2006

Moto 4



Esta sexta feira tinha combinado ir com uns amigos passear para o deserto com Motos 4 alugadas, estava tudo preparado para partirmos ás 6 da manha, pois tem que ser bem cedo por causa do calor. Mas alguns pequenos percalços como este faz nos lembrar que vivemos na Arábia Saudita, berço da maioria dos terroristas extremistas. Na noite anterior recebemos um comunicado da Embaixada de Inglaterra que aconselhava os ocidentais a não irem para o deserto pois suspeitava-se que membros de organizações terroristas planeavam fazer raptos de ocidentais durante estes passeios pelo deserto… Isto dá que pensar, mas ainda assim não desisti da ideia de num próximo fim de semana, quando os Srs. Terroristas estiverem mais ocupados, ir para esta aventura que dizem ser espectacular.

quarta-feira, maio 24, 2006

Viva la internet


Finalmente tenho Internet. Vieram-me instalar ontem a alta tecnologia Saudita bastante evoluída para um país que diz estar no ano de 1427. Para instalar um cd e ligar a um modem com uma antena foi preciso um Paquistanês um Filipino (não, não era uma bolacha… era mesmo um homem), 150 SAR (33€) e uma hora e meia do meu precioso tempo.
A dita Internet chamasse ADSL por satélite promete boas velocidades e promete também não haver censura. É im.possível tentar perce.ber quais são os critérios de cen.sura destes gajos, consegue-se aceder aos blogs mas não ás fotos (sim eu faço post das fotos e depois não as vejo), consigo aceder ao sapo.pt mas não consigo fazer pesquisas, procurar por Arábia Saudita no google é conh.ecer uma Arábia ima.culada e perf.eita como no mundo das crianças. Mas agora tudo isto acabou, Internet com velocidade e sem censura…isso pensava eu… É verdade não está censurada, mas o que se esqueceram de me dizer na altura do contrato é que as velocidades que prometiam são para compartilhar com todos os moradores do compound, ou seja, à hora de jantar por exemplo tenho que esperar 5 minutos para abrir uma pagina, e fazer o download dos mails dá tempo de fazer o jantar. É preciso esperar que a vizinhança se vá toda deitar e aí sim... Enfim, é o melhor que se arranja, a partir de agora já estou contactável com o mundo (sim porque agora tenho amigos em todo o mundo).

segunda-feira, maio 22, 2006

Então é assim

S.ei q o site está sob vigila.ncia por isso tenho que ter muito cui.dado com o que escr.evo, tudo o q escr.evo é sempre cuida.samente pensado, sei que utilizam sis.temas de tra-dução para traduziir o tuga, e não quero ter pró.blemas por estar aqui a rel.atar as minhs estorias. Por isso vou com.eçara a uusar mais calão, sinais ou mesmo er.ros nas palabras chave. Sorry mas tem mm que ser assim.
Gos.tava de vos contar tantas outras coisas inaacreditaveis que acoontecem aqui, mas tenho sempre re.ceio de estar a ser ofensiivo e que mal intrepretemm o que escrevo.

domingo, maio 21, 2006

Desabafo

É realmente muito deprimente trabalhar ao Sabado e Domingo...

sábado, maio 20, 2006

Expresso

Pelos vistos vai aparecer um a citação minha sobre a censura na Arábia Saudita num pé-de-pagina do Expresso se alguém a encontrar enviem-me a para eu a por aqui, acho que vai ser qualquer coisa como:
“Arábia Saudita com censura..."Procurar informações ou ter acesso às mesmas na web... nem sempre é fácil; pelo menos em alguns países do mundo..."

terça-feira, maio 16, 2006


Compound Posted by Picasa

Cozinha Posted by Picasa

Quarto Posted by Picasa

Sala Posted by Picasa

Um dos tanques que protegem o compound Posted by Picasa

Os muros do compound Posted by Picasa

Piscina Posted by Picasa

"Mi casa" ao fundo no andar de baixo Posted by Picasa

Primeiro contacto com um "Muttawa"


Domingo (ou seja um dia de semana normal) depois do trabalho combinei ir ao centro comercial da Al-Faisalia com a Maria e 2 Colombianos passear e fazer compras, o que em qualquer país do mundo seria uma coisa perfeitamente normal mas aqui é uma autêntica aventura. A partida já estamos a cometer algum tipo de ilegalidade aos olhos dos sauditas, pois estamos a sair juntos e no mesmo carro 3 homens solteiros com uma mulher casada e sem o marido dela. Quando chegamos ao centro da cidade por volta das 18h apercebemo-nos que estamos em plena hora de oração, ou seja, tudo fechado durante 45 minutos, optamos por esperar dentro do carro no fresco do ar condicionado.
Depois de algumas voltas no paraíso das compras que é a Olaya (uma das avenidas principais) fomos então para o centro comercial e quando chegamos “voi-la”, estamos outra vez na hora da oração, mais 45 minutos de espera, mas estes foram uma aventura. No centro durante a oração todas as lojas e restaurantes fecham, os homens dirigem se para umas mini mesquitas que há ao lado das casas de banho e as mulheres como não podem rezar em publico sentam-se nos bancos e esperam. A determinada altura o cenário é o seguinte: um centro comercial fechado, com uns cânticos árabes como banda sonora, centenas de triângulos pretos sentados nos bancos e nós… A Maria com a sua abaya e nós vestidos de forma bem colorida a passear pelo centro a olhar para as montras das lojas, sempre que passamos ao lado de um grupo de triângulos negros viram-nos as caras ou cobrem se ainda mais, mas nós divertidos com a situação. Mas a determinado momento começamos a ouvir uns gritos muito agressivos, “Salamm, salamm”(rezar), era um “muttawa” os policias religiosos que normalmente vêm acompanhados por um policia e outros religiosos. Os “muttawas“ distinguem-se pelas suas longas barbas, um véu preto e dourado por cima da toga um pouco mais curta que o normal. Automaticamente a Maria afasta se de nós e actua como se não nos conhecesse, o muttawa grita com toda a gente e obriga as lojas mais atrasadas a fechar as suas portas. Fingimos que não conhecemos a Maria e continuamos a olhar para as montras mas sempre discretamente de olho no “muttawa” com esperanças que não sobre para nós. De repente sai do elevador um grupo de jovens sauditas da nossa idade que não deviam estar com muita vontade de rezar e foram surpreendido pelo polícia que acompanha o “muttawa” e leva-os até ele. Não percebi o que se estava a passar, mas boa coisa não era., quando os voltei a ver já estavam a sair escoltados pelo polícia e os religiosos.
Confesso que foi um momento com muita tensão pois ouvem-se regularmente histórias sobre o poder dos muttawas e apesar de não costumarem embirrar muito com os ocidentais caso não estejamos a cometer nenhuma “ilegalidade”.
Depois de esta aventura fomos brindados com uma belíssima refeição na zona das famílias (um privilégio pois estávamos com a Maria), nesta zona misturam se homens e mulheres, mas ainda assim cada mesa tem uns biombos, e as poucas sauditas que lá estavam fecham-se dentro de eles para poderem descobrir as suas caras e comer à vontade.

segunda-feira, maio 15, 2006

Don't worrie, Portugal está em boas mãos...

Hoje vou SOZINHO representar portugal na 3rd Anual Meeting of the European Union Commercial Counsellors... Lets see...

domingo, maio 14, 2006

Life @ Compound


Já tenho casa! A minha residência durante os próximos 6 meses vai ser no Ranco Village www.ranvil.com.
Visto de fora parece uma prisão de alta segurança, altos muros com arames farpados, pequenos tanques em cada uma das esquinas. A primeira vez que se entra a visão é algo assustadora. Explico, na primeira entrada estão sempre uns 7 ou 8 militares fardados (as vezes mais), do lado esquerdo um pequeno bunker com sacos de areia esconde uma metralhadora com dois soldados, ao lado deste bunker uma casota com uma cancela onde todos os carros são inspeccionados à entrada, espelhos para verem por debaixo do carro, a mala e o capou são devidamente inspeccionados. Se alguém tentar entrar pela zona da “saída” terá como surpresa umas lagartas que rebentam todos os pneus do carro. Depois de passar por tudo isto é nos aberta a cancela e ai temos que percorrer um percurso de “zig-zag’s” entre paredes de betão ao longo de uns 200 metros e quando se chega ao final há que voltar para trás. Depois de fazer este percurso encontramos mais uma casota com uns portões grandes fechados, ao lado um tanque com mais alguns militares em cima a torrar ao sol. Nesta casota temos que nos identificar e quem não for morador do compound, tem que ser convidado por um ou entrar com um morador, além disso tem que deixar a sua identificação a porta em troca de um cartão de visitante. Depois de tudo isto entramos no paraíso dos ocidentais. Aqui não há as estritas regras sauditas, as mulheres tiram as suas “abayas” e vestem biquinis, os homens podem estar de calções de banho. Aqui a vida é normal. As ruas parecem um típico bairro dos arredores de uma cidade americana, casinhas térreas ruas calmas onde as crianças podem brincar e todas as condições necessárias para ter alguma qualidade de vida. Piscinas, sauna, ginásios, escolas, campos de ténis, squash, parque infantil, restaurante, minimercado, skate park, fazem passar o tempo neste pequeno mundinho ocidental dentro da Arábia Saudita.
Até agora estou adorar a minha nova residência, tive imensa sorte com as pessoas que cá vivem, a começar pelos portugueses. Quando cheguei (quinta-feira, primeiro dia do fim de semana saudita) tive logo direito a churrascada na piscina depois de uma tarde solarenga e com uma mistura fantástica de pessoas de todas as idades e de todas as nacionalidades (Portugueses, Colombianos, Brasileiros, Ingleses, Franceses, Gregos, Espanhóis, Americanos), o serão prolongou-se noite dentro com um ventinho agradável que refresca o calor da noite. Nestas jantaradas juntam se pessoas de outros compounds, e regularmente convida-se ou somos convidados para nos juntar-mos em outros compounds vizinhos.
O dia a dia é fantástico, toda a gente se conhece e os tempos livres são passados de volta da piscina ou nas diversas actividades do compound é realmente perecido com a vida de ferias numa urbanização algures no Algarve. Neste ambiente abstraiamo-nos do que se passa lá fora e esquecemo-nos das rígidas regras da sociedade Saudita.
Agora estou na fase de instalação no meu apartamento, tem um quarto, uma sala e cozinha, mas ainda precisa de alguma decoração e muitas compras, prometo mais um a vez umas fotos para breve.

quarta-feira, maio 10, 2006

Censura


Primeiro contacto com a censura, o Hi5 está bloqueado, só agora percebo como é obsceno.

First news from KSA


Pois é já cá estou. E estou a adorar, cada dia é uma aventura.
Estou instalado estes primeiros dias no Hotel Riyadh Palace, e fui muito bem recebido por parte da Embaixada. Isto é realmente diferente de tudo o que tinha visto até hoje, a cidade não é propriamente bonita, parece me uma típica cidade do Médio Oriente mas com alguns arranha-céus. Nas ruas os grandes carros americanos e europeus, limusinas, Hummers, Porches, Mercedes, Volvo contrastam com carrinhas de caixa aberta com uma série de pessoas na parte de trás e alguns dos carros e camionetas mais velhos que já vi até hoje. Os homens quase todos vestidos com as suas togas brancas e o lenço vermelho na cabeça e as mulheres são uns triângulos pretos que vagueiam pelas ruas e comem em zonas diferentes das dos homens nos restaurantes. Ainda não me habituei a ideia e não sei se me vou habituar. Todas as mulheres sem excepção têm que andar com um roupão preto a “Abaya” vestida por cima das suas roupas, incluindo as ocidentais. Algumas mulheres na sua maioria ocidentais não usam o lenço que lhes cobre a cabeça e o rosto e mas podem sempre correr o risco de ser abordadas pelos “Muttawas”, os polícias religiosos Sauditas.
O que mais choca no primeiro contacto com a cidade são as estritas medidas de segurança, na maioria das estradas e avenidas há os chamados “check points”, ou seja, militares armados no meio das estradas que revistam todos os carros e pedem a identificação aos passageiros. Ao entrar no “Diplomatique Quartier”, que é a zona da cidade onde estão situadas as embaixadas existem filas enormes porque todos os carros têm que ser revistados um a um. Até agora tenho andado sempre no carro da embaixada com o chouffer, e para estes carros diplomáticos existem corredores próprios e são um pouco mais tolerantes. Ainda assim ao entrar em qualquer garagem, seja ela a do edifício da embaixada, ou mesmo a garagem de um centro comercial existem uma série de seguranças que revistam o carro desde o motor, à mala e até usam espelhos para ver a parte debaixo do carro. Em todos estes “check points” há sempre um tanque ou um shaimite, ou mesmo um mini bunker feito com sacos de areia que cobre uma metralhadora e alguns militares. Ao princípio todo isto é um pouco assustador, mas é só uma questão de hábito, tudo isto é apenas para nossa segurança.
Em relação às temperaturas, é verdade é horrivelmente quente durante a noite, sempre na casa dos trintas e durante o dia na casa dos quarentas e ainda estamos na primavera, mas como não há humidade é bem mais fácil de lidar do que o calor a que estamos habituados. Desde que cheguei a cidade tem estado sempre coberta por um manto de areia e nuvens que não permitem ver o sol, e dá um tom alaranjado à cidade. Esta areia no ar e o facto de a cidade ser construída no meio do deserto faz com que tudo pareça sujo desde os edifícios às ruas, carros etc.
É realmente difícil habituarmo-nos aos fins de semana à 5ª e 6ª feira, mas por outro lado o meu horário de trabalho é das 8 da manhã até ás 14h portanto tenho as tarde todas livres, só ainda não descobri o que fazer com elas, pois não há propriamente muita vida social.
Ainda não vou puder deixar aqui fotos por diversos motivos, em primeiro lugar porque não trouxe o cabo da máquina fotográfica, segundo porque eles aqui não gostam muito que lhes tirem fotografias e posso mesmo ter problemas se tirar fotografias a edifícios públicos. Mas fica desde já prometida uma reportagem fotográfica.

Mais uma curiosidade, aqui estamos no ano de 1427... Ninguém diria.

sábado, maio 06, 2006

Adeus

Agora é que é, amanha por volta desta hora já vou estar em Riyadh.

Beijinhos, Abraços e até Novembro.

Ma'as-salaama. Good-bye

terça-feira, maio 02, 2006

Faltam 6 Dias...

Faltam 6 dias, não tenho casa para viver... Não tenho Hotel reservado para os primeiros dias... ainda nunca entrei em contacto pessoalmente com a Embaixada...
Doi-me o braço das vacinas todas que estou a levar! Tá na hora de me começar a mexer.
Ainda não estou estupidamente nervoso...

terça-feira, abril 18, 2006

Data de partida

SWISS AIRLINES


1.
LX 4581 B 07MAY LISZRH HK1 0755 1120 O*
OPERATED BY TAP AIR PORTUGAL
2. LX 228 B 07MAY ZRHRUH HK1 1245 1905 O*
3. LX 229 B 10NOV RUHZRH HK1 0205 0620 O*
4. LX 2084 B 10NOV ZRHLIS HK1 1000 1145 O

Já tenho data de partida, dia 7 de Maio estarei num avião rumo a Riyadh com uma escala em Zurique, ou seja, faltam 3 semanas…. 3 SEMANAS?????

Agora sim começam os nervos as questões e hesitações à seria, e para ajudar hoje fui à Embaixada da Arábia Saudita em Lisboa, e depois de passar pelos mais diversos dispositivos de segurança o porteiro, depois de lhe contar que ia estagiar para Riyadh disse-me “ Epá… então e não consegue mudar isso?? Não arranja um estagio noutro sitio? Sabe mesmo onde se vai meter?” Fiquei muito mais animado…

Mas por outro lado deram me o visto Multy Entry, que é o visto que me permite entrar e sair do país quantas vezes quiser.

quinta-feira, abril 06, 2006

segunda-feira, abril 03, 2006

Na mesa de cabeceira.


A minha leitura para estes dias é o livro de Carmen Bin Ladin, uma mulher nascida na Suíça de mãe iraniana e pai suíço, que se casou em 1974 com Yeslan, um dos irmãos de Osama Bin Laden. Apaixonada por aquele jovem exótico e refinado, filho de um dos homens mais ricos da Arábia Saudita, acompanhou-o aos Estados Unidos, onde ele estudava numa universidade americana. Foi lá que nasceu a primeira filha de ambos. No entanto, a vida do casal muda drasticamente quando Yeslam acaba os estudos e o casal se instala na Arábia Saudita. Carmen torna-se então uma testemunha privilegiada da ascensão da Organização Bin Laden, uma empresa tentacular estreitamente ligada à família real. Ao lado do marido, procura vislumbrar os mínimos sinais de modernização do mundo árabe. Em vão... Assiste pouco a pouco à fanatização crescente do país, cujo exemplo mais evidente é o cunhado, Osama Bin laden, o líder da Al-Qaeda. Então, decide partir para salvar as filhas da terrível condição das mulheres na Arábia Saudita. Julgava poder passar uma esponja no passado, refazer a sua vida em Genebra... Até ao 11 de Setembro de 2001.

Tenho que o ler em Portugal, o livro é proibido na Arábia Saudita.