terça-feira, março 21, 2006

Hábitos culturais

Quando se vai para um país tão diferente é sempre importante fazer alguma pesquisa sobre os seus hábitos e costumes para depois não fazer figura ridícula, ou mesmo ser se mal-educado.

Deixo-vos aqui alguns desses hábitos:

- As reuniões de trabalho devem ser de manhã, e estas podem ser bastante demoradas, pois os sauditas têm por habito atender telefonemas, receber pessoas, assinar papéis até tratar de outros assuntos durante a reunião.

-Para dar ou receber qualquer coisa deve-se sempre usar a mão direita.

-Antes de se começar a falar de negócios deve se sempre ter uma conversa de cortesia introdutória, na maior parte dos casos esta conversa é mais demorada que o próprio negócio.

-Os sauditas falam muito próximo das pessoas, afastar-se é sinal de desrespeito.

-Caso durante uma reunião haja um “pausa para oração”, deve respeitar essa pausa e esperar que acabe de rezar. (+/- 20 min)

-Hoje em dia come-se com talheres, mas ainda podem acontecer jantares em que se utiliza as mãos, mas apenas a direita.

- Não se pode cruzar as pernas frente a um Saudita, é sinal de desrespeito, pois a sola dos sapatos são o final do corpo e são considerados sujos, não devem estar à vista.

-Raramente um saudita abre as portas de sua casa, mas no caso de se visitar uma, deve-se tirar os sapatos à porta.

Imaginem um país onde...

-Nenhum não-muçulmano pode entrar no país, a não ser que seja a convite de uma empresa ou de um familiar em primeiro grau.

-Não existem vistos turísticos, porque os visitantes ocidentais não são bem vindos.

-É totalmente proibido entrar no país com símbolos religiosos de outras religiões, como por exemplo uma bíblia ou mesmo uma cruz (brinco ou colar).

-A Internet está censurada.


sábado, março 11, 2006

Quote

Arábia Saudita: País onde as mulheres não podem mostrar nem a cara nem o corpo na rua, o que retira a principal motivação profissional aos trabalhadores da construção civil.

By Ricardo Araújo Pereira in "Como ficar estupidamente culto em apenas 10 minutos."

quarta-feira, março 08, 2006

O momento da verdade

Uma pequena pérola que hoje chegou às minhas mãos, o vídeo do jantar no final do curso com a minha reacção quando soube o meu destino.
(com som, pode demorar a abrir, caso não abra carregar no outro botão do rato e "salvar como")


sexta-feira, março 03, 2006

Fim das férias

Enfim tudo o que é bom sempre acaba… Depois de mês e meio de férias pagas (ainda não, mas vão ser), fiquei hoje a saber que a partir de dia 7 de Março começo o meu estágio no ICEP em Lisboa.

Finalmente vou começar a trabalhar, vão se acabar as minhas longas noites em frente ao computador a pesquisar coisas sobre as Arábias. Confesso que já estava desejoso de começar a trabalhar, já lá vão 8 meses sem fazer nada (eu sei… há quem diga que foi bastante mais, enfim), o plano de estágio parece me bastante interessante. Ao longo destes 2 meses vou passar pelos diferentes departamentos do ICEP: Unidade de Recursos Humanos, Relações Externas, Finanças, Sistemas de Comunicação, Comunicação e Imagem, Conhecimento de Mercados, Gestão de Sectores e Gestão de Delegações. Estou bastante entusiasmado e curioso, mas confesso que este estágio em Portugal não passa de uma tortura para quem está desejoso de partir para a aventura, mas enfim, tem que ser…

sábado, fevereiro 25, 2006

Momentos

Entrevista ao carrasco do reino.


Recentemente chegou me este artigo, que considero no mínimo bizarro, trata-se de uma entrevista a um cidadão Saudita perfeitamente normal com mulher e filhos, apenas com um pequeno “se não”, a sua profissão. Muhammad Saad Al-Beshi, é um “carrasco” do Reino Saudita, a sua profissão é cortar as cabeças e mutilar órgãos aos criminosos, ou todos aqueles que infrinjam as leis legais ou religiosas no reino.

Deixo-vos algumas aqui algumas frases da entrevista:

- “It doesn’t matter to me: Two, four, 10 — As long as I’m doing God’s will, it doesn’t matter how many people I execute,”

- “Me? I sleep very well,” he adds.

- “No one is afraid of me. I have a lot of relatives, and many friends at the mosque, and I live a normal life like everyone else. There are no drawbacks for my social life.”

- However, he does reveal that a sword will cost something in the region of SR20,000. “It’s a gift from the government. I look after it and sharpen it once in a while, and I make sure to clean it of bloodstains.

- “It’s very sharp. People are amazed how fast it can separate the head from the body.”

- “As an experienced executioner, 42-year-old Al-Beshi is entrusted with the task of training the young. “I successfully trained my son Musaed, 22, as an executioner and he was approved and chosen,” he says proudly. Training focuses on the way to hold the sword and where to hit, and is mostly through observing the executioner at work.”

- An executioner’s life, of course, is not all killing. Sometimes it can be amputation of hands and legs. “I use a special sharp knife, not a sword,” he explains. “When I cut off a hand I cut it from the joint. If it is a leg the authorities specify where it is to be taken off, so I follow that.”

- “Al-Beshi describes himself as a family man. Married before he became an executioner, his wife did not object to his chosen profession.”

- “I deal with my family with kindness and love. They aren’t afraid when I come back from an execution. Sometimes they help me clean my sword.”

Artigo completo

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Imaginem um país onde....









Os centros comerciais são divididos por sexos.


quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Algumas fotos que encontrei na net




Algumas curiosidades


Arábia saudita

-População: 24,293,844

-Moeda: SAR, “Saudi Arabian Ryal” ( 1€ = 4,47sar)

-Hora: GMT +3

-Capital: Riyadh

-Fronteira com: Jordânia, Iraque, Kuwait, Irão, Bahrein, Qatar, Emiratos Árabes Unidos, Omã e Iémen.

-Economia: É o país do mundo com as maiores reservas de petróleo descobertas (24% do total). O sector petrolífero é responsável por 75% das receitas orçamentais.

-Restrições: Totalmente proibida a posse e uso de drogas, álcool, pornografia, armas e carne de porco. Apenas os Islâmicos podem entrar nas mesquitas e na Medina. O consumo de álcool ou de drogas resulta numa pena de cadeia de 2 anos.

- As mulheres estão sujeitas a um grande número de restrições: são obrigadas a usar roupas que cobrem todo o corpo, inclusive a cabeça, e não podem viajar sozinhas nem conduzir, nos autocarros devem sentar-se atrás e apenas podem comer em restaurantes quando acompanhadas de um familiar masculino.

-Cerca de 95% do território saudita é formado por desertos.

-Setembro é o mês do Ramadão

-O fim-de-semana é a Quinta e Sexta-feira

-Não existem vistos turísticos para entrar na Arábia Saudita (por isso esqueçam as visitas)

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Medina



As recentes obras de melhoramento da Mesquita de Medina, custaram 1.25 biliões de dolares.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Óptimo.... Agora já me sinto muito mais seguro!!!



In Correio da Manhã

"O Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP está pronto para partir para Riade, capital da Arábia Saudita, a fim de assegurar protecção aos diplomatas portugueses e restante pessoal da embaixada. A missão foi pedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros."


Ver noticia completa.

Artigo da revista Sabado, "Estagiários de luxo", "ICEP exporta cérebros"



Um guia das Arabias... Missão impossivel??


Não existe... Depois de procurar no Corte Inglês, Fnac e livrarias especializadas, chego a conclusão que não existe em Lisboa qualquer tipo de guia da Arábia Saudita.

Encomendei na Amazon.

O Sheik Saudita

Acabei o curso!

É óptima esta sensação de liberdade e de dever cumprido. Mas e agora? Começar a trabalhar já? Estudar mais? Trabalhar em que? Onde? No meio de todas estas perguntas só tinha uma certeza: seja o que for, que seja no estrangeiro. Já tive uma experiência internacional, Erasmus nas Canárias, em Las Palmas e foi provavelmente a melhor experiência da minha vida, mas agora queria mais e acima de tudo num sitio mais longe e com uma cultura bem diferente.

Candidatei me então ao programa Inov-contacto do ICEP, mas com poucas esperanças de conseguir entrar visto haver milhares de candidatos para um numero reduzido de vagas. Mas o inesperado aconteceu, e após variadíssimas entrevistas recebi o tão desejado e-mail: “João Sanches foi apurado para participar na próxima edição do programa Inov-contacto”.
Acho que nunca me vou esquecer da manhã em que recebi esse e-mail.

E é aqui que começa a aventura composta por 2 semanas num hotel no Porto para um curso de Gestão Internacional com os 100 apurados para esta edição (50 da fileira sectorial mais 50 da fileira tecnológica), mais 2 meses de estagio numa empresa em Portugal, depois 6 meses de estagio numa empresa em qualquer pais do mundo e para terminar mais 2 meses de estagio em Portugal. Os destinos dos estágios e as respectivas empresas apenas foram revelados no último dia do curso num jantar com toda a pompa e circunstancia com direito a representantes do governo e confesso que foi horrível. Depois de criar expectativas, acumular tensões e definirmos quais os melhores e piores destinos, alguém depois de um jantar iria revelar-nos os nossos destinos, a nossa empresa… enfim o nosso futuro.

E lá estava eu depois daquele jantar em que nada comi e com os Gin-tónicos a enganar os nervos, comecei a ouvir os destinos de todos os outros colegas e amigos, alguns reagiam de uma forma eufórica, outros de uma forma mais decepcionada mas ninguém era indiferente aquele momento. E foi ai entre uma fotografia e um cigarro acabado de acender, que oiço o meu nome, levanto me e com enorme expectativa oiço o meu destino:

Embaixada de Portugal, Arábia Saudita…..

Confesso que quando ouvi o meu destino fiz uma associação automática ao sítio que eu mais queria ir, Dubai. Sentei me e só depois de aplausos e abraços é que me apercebi que Dubai é nos Emiratos Árabes Unidos e não na Arábia Saudita, nesse momento congelei os meus pensamentos eram duvidas soltas... “Para onde raios é que eu vou??? Qual é que é mesmo a capital da Arábia Saudita?? Riade?? Não?? Onde é que fica mesmo?? Faixa de Gaza? Iraque?? Kuwait?? Islão?? Bombas? Camelos? Civilização? Burkas?” MEU DEUS….

Foi assustador, nunca me tinha se quer passado pela cabeça fazer turismo no Médio Oriente muito menos ir viver para lá, mas é exactamente o que eu queria uma cultura, civilização completamente diferente.

Estou pronto para a aventura.

E é assim que nasce este Blog, sempre adorei escrever mas sempre me assustou um pouco que lessem o que escrevo, e que melhor forma de começar se não escrevendo os relatos de uma aventura rara com a qual fui privilegiado. Escrevo para amigos e para todos os que estejam interessados em conhecer comigo pouco a pouco este país, esta cultura esta religião.

Shoo Kran,

João Sanches

terça-feira, fevereiro 14, 2006