terça-feira, outubro 10, 2006

Peeping

No espírito sui.cida dos últimos dias arrisquei-me a sacar fotos discretamente no centro comercial para verem como é, aqui ficam:



quarta-feira, outubro 04, 2006

O brinquedo dos meninos

Fui convidado por um argentino veterinário da equipa equestre do King Abdullah para ir ver uma corrida de cavalos ao hipódromo de Riyadh. Confesso que nunca tinha ido a um hipódromo à seria, mas fiquei impressionado com este. Segundo o que me disseram é um dos maiores e melhores hipódromos do mundo. Lagos, jardins, fontes, cavalariças tudo deslumbrantemente bem cuidado. Tem ecrãs gigantes, um canal de televisão próprio, etc. Quando entramos reparei que na entrada principal o veterinário que ia noutro carro teve que dizer no check point que estávamos com ele para poder entrar, nada que me surpreendesse aqui. Quando chegámos ao hipódromo e depois do deslumbramento inicial começo a reparar em pequenos pormenores como: a plateia para o publico era mínima para uma estrutura daquele tamanho, uns 400 / 500 lugares na zona dos homens e outros tantos na zona das famílias, alem disso estes eventos acontecem poucas vezes ao ano e no público não estariam mais de 50 / 60 pessoas. Na minha pura ingenuidade lá resolvi perguntar ao argentino que me explicasse que se passava. E pronto, a resposta foi bastante óbvia e até me senti estúpido por perguntar: “ Isto é o brinquedo do rei e dos príncipes, não há apostas, não se pagam entradas e quase que não há publico…toda esta estrutura não tem qualquer tipo de rendimento…”
Obvio… nem sei porque é que ainda pergunto…

Por cima das bancadas um edifício todo em vidros esconde o restaurante panorâmico e os aposentos do rei e dos príncipes. Cada um deles tem uma equipa completa: jockey treinadores, veterinários manager de equipa, etc etc. Como se isto não chegasse à volta do hipódromo principal há varias quintas de criação e treino dos cavalos, cada príncipe tem a sua. Cada uma destas quintas tem um palácio, jardins, estábulos e claro… o sue próprio hipódromo particular para treinarem.
Ao passear no google earth por esta zona encontrei pelo menos umas 6 quintas destas e mais tarde em conversa com um Austríaco que trabalha numa empresa que participa na construção dos palácios, diz me que esteve num desses e que tem 145 quartos e uma piscina / lago do tamanho de um campo de futebol. Ou seja o hipódromo é apenas um pormenor.




Censura IV

Censura no Carrefour





segunda-feira, outubro 02, 2006

Ramadan Kareem

O Ramadão é o mês sagrado no qual os muçulmanos praticam o jejum ritual. Este é um período sagrado de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. O jejum faz-se do nascer ao pôr-do-sol e aplica-se para a comida, bebida (inclusivé água), fumo e relações sexuais. Durante este período é mais frequente ir se à mesquita e para alem das 5 orações diárias recita-se mais uma chamada “Taraweeh”, que começa ao início da noite e segue noite fora.
Este ano o Ramadão começou a 24 de Setembro, este dia pode variar em alguns países muçulmanos, mas a grande maioria segue a data fixada pela Arábia Saudita. A data de início nunca é certa, isto porque nós seguimos o calendário solar e o Islão segue o calendário lunar em que cada ano é cerca de 15 dias mais curto que o ano solar (e estamos no ano de 1427).

Agora feita a apresentação formal do Ramadão vamos para a descrição do dia a dia aqui no reino:

É O CAOS…
Tolerante como é a Arábia Saudita não se podia esperar outra coisa: o jejum é estendido a todos! Muçulmanos ou não o jejum é obrigatório, imposto por lei e quem não cumprir…cadeia. Felizmente trabalho na embaixada e não é grave por estar em território português, mas em todas as outras empresas os não muçulmanos tem que ir comer qualquer coisa as escondidas para a casa de banho ou em salinhas a parte fechados à chave. Aqui tento ter respeito pelos meus colegas e não me pôr a comer à frente das caras pálidas e sem forças deles. Durante o dia tudo está fechado, apenas as empresas e os serviços básicos estão abertos. Comercio, restaurantes, etc mudam o seu horário para depois do pôr-do-sol e matem-se abertos toda a noite. O horário de trabalho para a maioria é reduzido, basicamente e resumindo não fazem “nada” durante o dia.
Após o “Maghrib”, reza do final do dia, o caos instala-se toda a gente sai para a rua desejando o seu merecido “Iftar” ("pequeno almoço" de quebra do jejum). Os restaurantes enchem-se de famílias, grupos de amigos com mesas fartas de comida. Os restaurantes estão preparados e tem menus próprios, para um saudita é muito importante uma mesa coberta de comida, mesmo que sobre mais de metade.
Depois disto, é como se fosse um “dia” normal, ao longo da noite ate bem tarde vem-se os hipermercados cheios, pessoas a comprar roupa as 3 da manha ou mesmo num stand a escolher o carro novo!
O trânsito durante a noite é qualquer coisa de inexplicável, é o caos, tudo engarrafado, carros a ultrapassar a alta velocidade pela terra batida fora do asfalto, carros em sentido contrário, faixas de rodagem inventadas.
Para uma grande parte de sauditas o Ramadão não passa de um mês com horários diferentes, pois dormem o dia todo e vivem durante a noite.
Alem de tudo ainda são batoteiros…..

domingo, outubro 01, 2006

Jeddah

Jeddah é banhada pelo mar vermelho, é a segunda maior cidade da Arábia Saudita. Apesar de estar situada a apenas 400 km de Meca, Jeddah é uma cidade bem mais liberal que Riyadh. A diferença pelo que percebi existe por ser uma cidade portuária e desde sempre esteve mais habituada aos turistas religiosos e comerciantes estrangeiros que aqui se fixavam. Hoje em dia os habitantes, muitos deles, não são puros sauditas, mas sim descendentes de estrangeiros de outros países árabes que aqui se fixaram. Em Riyadh os habitantes são os puros Beduínos (ou Bédu para os amigos). Outro motivo para a grande diferença entre Jeddah e Riyadh é o facto de quase não haver Muttawas.
Nas ruas as mulheres andam com as caras descobertas sem véu (apesar de continuar a ser obrigatório o uso da abaya), vêem-se mulheres a fumar (em Riyadh não é permitido) e há restaurantes super cosmopolitas.
Não tive muita oportunidade de ver a cidade porque ficamos hospedados num resort privado para Sauditas. Eles chamam-lhe de Resort, mas para mim parecia me mais um compound para sauditas com praia. Tinha uma área gigantesca e imensas ilhas construídas que faziam lembrar a “palm” do Dubai.
Lá dentro,por ser propriedade privada, vêm se mulheres sauditas sem abaya e a conduzir carros. Foi estranha a sensação pois estava dentro de uma Arábia Saudita totalmente liberal!! Obviamente que este “totalmente liberal” vem da boca de alguém que veio de Riyadh porque apesar de tudo, as praias são privadas, ou seja cada casinha tem à sua frente um bocado de areia, as poucas mulheres que vi na praia estavam com fatos de banho que mais pareciam fatos térmicos ou ate mesmo de abaya vestida, como foi o caso das que vi a passear de moto de agua.
Numa das noites que estivemos lá celebrava-se o único feriado do país, o Kingdom Day e aqui dentro por primeira vez podemos ver uma “mini celebração”. À noite de volta da marina centenas de carros topo de gama e de alta cilindrada passeiam pelo Resort com jovens em plena euforia. Dentro da marina as esplanadas estavam cheias de jovens a fumar chicha e a beber o seu chá, homens e mulheres misturados algumas delas sem abayas e sem nada a cobrir a cabeça, apesar de terem sempre o corpo todo coberto numa noite de 40º húmidos graus. A proporção homens mulheres deveria rondar os 30 para cada uma. Eram raros os que estavam na marina vestidos com o “tobe”, todos eles vestiam marcas internacionais como Versace, Hugo Boss, DKNY, etc.
Por momentos pensei que estava noutro país com tanta animação e tantas liberdades, mas pelo que percebi isto é do mais liberal que se pode encontrar nas terras dos Al-Saud.

E não, não encontrei o Bin Ladin, mas é curioso ver tapumes das obras da Bin Ladin Corp. a construir edifícios e quem sabe um dia a construir arranha-céus….






quarta-feira, setembro 27, 2006

Calor III


Tudo tem os seus limites

quarta-feira, setembro 20, 2006

Pequeno aparte...

Estou radiante com o meu fim-de-semana de ferias e praia em Jeddah. Mas agora penso: Será que há 6 meses atrás, antes de tudo isto, soubesse que ia passar o fim de semana á terra natal do Bin Ladin estaria igualmente satisfeito????

Meeting the _Bin Ladin´s_

(Volto aos er.ros e pon.tinhos nas palavras como já ex.pliquei no post de 22 de Maio)
Este fim-de-semana vo.u passear para Jeddah no mar vermelho. Para alem das suas praias, Jeddah também é conh.ecida por ser a cid.ade de Os.ama B.in La.din.
Apesar de ser o homem m.ais proc.urado do mu.ndo a sua fa.mília e o im.pério dos Bi.n Ladi.n está de boa sa.úde. A fam.ília anu.nciou em 2004 que Osa.ma teria sido des.erdado e exp.ulso do clã, mas a sua cun.hada, Cár.men Bi.n La.din aut.ora do livro “Inside the Kingdom” dis.se numa entr.evista que não acre.ditava que a fam.ília o tiv.esse dês.erdado e que já não man.tivessem qua.lquer tipo de re.lações com ele: “ -Para um sau.dita um ir.mão é se.mpre um irm.ão”.
“The Saudi _Binladin_ Group” é uma das maiores e mais importantes empresas do reino e para alem da construção civil, operam em áreas como as telecomunicações, transformação, engenharia e indústria manufactureira. A empresa é ad.ministrada por Backr B.in L.adin, o mais velho dos 25 irmãos e 29 irmãs de O.sama. Alguns dos seus 15 filhos trabalham também para o grupo.
Cár.men B.in L.adin explica no livro que a família v.ive toda junta num co.njunto de casas e p.alácios tipo cond.omino numa das ent.radas de Jeddah e faz também referência a umas cas.as de fe.rias com pr.aia pri.vativa que há na costa do mar vermelho.

É para uma de.stas casas que v.ou este fim-de-semana.

domingo, setembro 17, 2006

Fim-de-semana de 4 dias


Desde pequeno que sonho com um fim-de-semana com 4 dias, mas no fundo sabia que era totalmente impossível.
Já tenho o meu bilhete de volta marcado para sexta-feira dia 13 de Outubro, ou seja, quinta e sexta-feira é fim-de-semana na Arábia Saudita e depois sábado e domingo em Portugal.
Afinal sempre é possível :)
Até breve...

sexta-feira, setembro 15, 2006

Sinais de (não) mudança

No post de 4 de Agosto escrevi sobre a notícia da revogação da proibição de tirar fotografias. Infelizmente já tinha ouvido dizer que essas notícias saem apenas para dar uma falsa ideia de evolução e mudança.
Ontem dois amigos meus, um português e um italiano, foram presos por tirar fotografias na cidade. A verdade é que estavam a tirar fotografias à entrada da base militar que está no meio da cidade, o que nunca me passaria pela cabeça fazer aqui, mas mesmo assim acho ridículo que prendam pelo simples acto de tirar uma fotografia. Este é um tema que me revolta porque estando num país onde as pessoas não podem entrar a não ser com o contrato de trabalho ou com um convite de um sponsor e numa sociedade tão diferente e com imagens tão caricatas como as que vejo todos os dias. Infelizmente vou voltar para casa depois de uma experiência única destas com muito poucas fotografias.
Depois de algumas horas na cadeia lá saíram quando o chefe deles da empresa foi lá a esquadra falar com os policias.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Cada um chama-lhe o que quer

Na sociedade onde a prostituição é um crime que pode ser punido com a pena de morte descubro esta verdadeira pérola: “O sighe”.
O “sighe” é o casamento temporário Islâmico, seja por uma hora alguns dias, meses ou mesmo por alguns anos, a lei islâmica (sharia) permite aos homens celebrar um (ou mais) casamentos temporários, e no final do período acordado o “marido paga à esposa” o valor que foi acordado previamente e divorciam-se.

domingo, setembro 10, 2006

Calor II


No post de 19 de Junho escrevi:

"Existe um outro cuidado que se deve ter, o de não deixar nada dentro do carro quando fica estacionado ao sol, porque segundo o que li o interior chega atingir temperaturas de 60º/70º e estraga tudo o que lá se deixe."

Não tive cuidado com esta caixa de um CD....

Momentos IV

Foto reportagem

(CLICK)
Foto reportagem sobre o uso das burcas e veus nos países arabes

Saudades da nossa função pública

O bom de viver aqui é que quando voltar para Portugal as burocracias e o mau funciona- mento da “máquina estatal” vão ser “peanuts” comparado com o que se passa aqui.
Em primeiro lugar todo o atendimento nos ministérios e empresas publicas é feito por militares. Que basicamente tem a escolaridade obrigatória (onde aprendem o corão), raramente falam inglês. É raro encontrar um sorriso ou alguém mais disposto a ajudar, e é normal que a pessoa com quem se tenta comunicar esteja com os pés em cima da secretaria e nem se digne a olhar nos olhos enquanto tento comunicar-lhe o meu problema.
Desde que cheguei que ninguém tem certezas sobre a duração do meu visto e se realmente me permite entrar e sair do país ou não. Começo a achar que nem os Srs. que criaram este sistema de vistos me sabem explicar. Provavelmente mais uma coisa importada dos EUA mas que lhes esqueceram de explicar como funciona.
O meu visto diz 6 meses e “multy entry”, ou seja, o que se entende é que posso entrar e sair do país durante 6 meses, pelo menos foi o que me disseram na Embaixada Saudita em Portugal. Mas quando chego cá a realidade é bem diferente.
Fui com uma pessoa da embaixada que fala árabe até ao aeroporto para tentar resolver a minha situação. Depois de tentar a fronteira e o serviço de vistos consegui ter 3 opiniões completamente diferentes: na fronteira dizem-me que o visto é de 6 meses “multy entry”, no balcão dos vistos e passaportes o Sr. estava com os pés em cima da mesa a brincar com o telemóvel e não se quis incomodar muito, olhou para o passaporte e diz me que já estava caducado (??!!???). Pedimos então para falar com o superior e finalmente fomos levados ao gabinete do Coronel Abdullah, (que era igual ao Saddam Hussien) estava certo que agora sim se iam resolver as coisas. Pois o Coronel diz nos que o passaporte diz 6 meses e que no sistema informático diz apenas 3 meses, e que não me pode dar nenhuma certeza. Fomos então ao Ministério responsável pelos vistos. E ai tenho uma terceira versão completamente diferente de todas as outras: apenas é “multy entry” nos primeiros 3 e é valido por 5 meses e uma semana porque os 6 meses contam desde a emissão do visto e não desde que entro no país…
E foi aqui que desisti, voltei para casa bati algumas vezes com a cabeça na parede e desabafei neste post.

sábado, setembro 09, 2006

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sinais de Mudança III

Arábia Saudita vai emitir visto convencional para turistas


"Atualmente o país fornece apenas visto para turismo religioso, viagens de negócios e visitas a familiares. Já começaram a ser cadastradas as operadoras turísticas que poderão emitir as novas permissões. Não foi anunciado quando a medida entra em vigor.

A Arábia Saudita começou a certificar nesse mês as operadoras de turismo que vão emitir os vistos. Até agora 18 companhias foram aprovadas. Essa medida será um marco para o país, que atualmente oferece opções limitadas para visitantes não envolvidos em negócios ou peregrinações religiosas. Os detalhes da nova lei de turismo serão revelados em outubro.

Sultan bin Salman também disse que o governo vai criar três faculdades de turismo no país. Atualmente, apenas a Universidade Rei Saud, em Riad, oferece cursos voltados para o setor. Segundo ele, cinco grandes projetos turísticos serão lançados ainda esse ano, cujos valores e detalhes serão divulgados em dois meses.

O secretário-geral da SCT também revelou que o governo saudita encomendou uma pesquisa para identificar as necessidades do setor hoteleiro. O estudo visa também classificar os hotéis e outras acomodações de acordo com os padrões internacionais, mudando a classificação atual para o padrão de estrelas usado mundialmente. A SCT espera assim organizar e montar um sistema para facilitar a atividade turística no país. As recomendações do estudo serão implementadas ao longo do ano que vem. "

Fonte: Câmara de comercio Árabe Brasileira

Arábia Saudita decapita 2 guardas por tráfico de haxixe

A Arábia Saudita decapitou nesta segunda-feira (28) dois guardas de fronteira por tráfico de drogas. Moayd bin Yahya al-Waeli e Mehdi bin Hamad al-Mansour foram condenados por traficar uma quantidade indeterminada de haxixe, afirmou o Ministério do Interior. Eles foram executados na cidade de Hail, aumentando para cinco o número de pessoas decapitadas no país em 2006.

As execuções sauditas são feitas em público com uma espada, servindo de exemplo à população. O reino decapitou 83 pessoas em 2005 e 35 em 2004. A Arábia Saudita segue uma interpretação estrita do Islã, na qual pessoas condenadas por assassinato, tráfico de drogas, estupro e roubo a mão armada podem ser executadas.

Fonte: JC Online

sábado, setembro 02, 2006

Mulheres no KSA


Tenho recebido alguns e-mail’s a pedir para falar um pouco mais sobre a situação das mulheres aqui no Reino: por isso aqui vai.
Todas as mulheres na Arábia Saudita são obrigadas a andar com a Abaya preta a cobrir o corpo sem excepção. As mulheres sauditas usam também a cabeça coberta e o véu que cobre a cara ficando apenas com os olhos descobertos. Depois as mais conservadoras ou mais religiosas (ou a sua família) usam inclusive luvas pretas e até mesmo um fino véu que lhes cobre também os olhos. As mulheres estrangeiras regra geral usam apenas as abayas e não cobrem a cabeça, mas podem ser abordadas por um muttawa que lhes obrigue a cobrir o cabelo. Não há leis excepcionais para estrangeiros, mas regra geral não é costume as mulheres ocidentais serem incomodadas da mesma forma que são as locais.
As mulheres não podem também sair à rua sem estar acompanhadas de um familiar ou do seu marido, mas hoje em dia grande parte das mulheres sauditas passam os dias nos centros comerciais em grupos apenas de mulheres. A grande maioria tem chouffer e assim alguma autonomia e independência (é o país do mundo com o maior numero de chouffer’s). Uma mulher também não pode sair do país sem uma autorização por escrito do seu responsável (marido, pai ou irmão)
No dia a dia tudo esta dividido por sexos, desde as “family sections” nos restaurantes aos também centros comerciais apenas para mulheres algumas das áreas de diversão como parques temáticos, jardim zoológicos, etc têm dias para mulheres e seus filhos e dias para homens e seus filhos, em qualquer um dos casos “single man” não são bem vindos. Os casamentos e outro tipo de festas estão sempre divididas pela zona das mulheres e a zona dos homens e em nenhum momentos se misturam.
As mulheres e homens sem relação familiar que se encontrem juntos em locais públicos podem ter problemas se forem abordados pela muttawa. Ou seja tomar café, jantar, almoçar ou passear de carro é sem duvida um risco, mas mais uma vez para nós ocidentais a probabilidade de sermos abordados é menor, mas a verdade é que o risco existe.
Os casamentos na sua maioria ainda são arranjados entre os país dos noivos, já conheci homens com casamento marcado sem nunca terem visto a mulher, falam apenas pelo telefone e podem se encontrar com elas desde que respectivas famílias também estejam presentes e elas tem a cara coberta ou não pelo véu, que mais uma vez depende do quão conservadoras são. As noivas são escolhidas por serem de uma classe social equivalente e dependendo das possibilidades económicas do noivo.
De todos os países árabes a arábia saudita é a que tem mais poligamia sendo muito normal que um homem tenha varias mulheres, na teoria o limite é de 4 mas podem se divorciar desde que o homem assuma a obrigação de continuar a manter a ex-mulher e seus filhos com o mesmo nível de vida. A média de filhos por casal é também a mais alta do mundo de 5,7 filhos e é normal haver homens com entre 10 a 20 filhos.
No aeroporto as mulheres sozinhas que entram no país são direccionadas para uma sala onde ficam há espera que o seu responsável a venha buscar e só pode sair das sala quando estiver devidamente coberta pela abaya. Há alguma dificuldade em conseguir vistos para mulheres solteiras por isso muitos dos ocidentais que querem trazer ou receber visitas das suas namoradas tem que se casar para elas poderem viver cá ou mesmo passar temporadas.

Saudi Arabia Documentary


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