terça-feira, abril 10, 2007

Inov-Contacto in Expresso




ESCOLHIDOS A DEDO
Só para a edição deste ano, concorreram mais de três mil pessoas para apenas 186 vagas. Para Vera Sousa Macedo estes números têm uma explicação simples: "estamos num mercado de trabalho global, com maior abrangência e acessibilidade, e as pessoas querem ter uma carreira que não se cinja ao território nacional e testar a sua capacidade e disponibilidade para trabalhar no estrangeiro". A procura tem sido constante ao longo dos anos, mas a taxa de integração dos candidatos desde 1997 não chega a seis por cento. Os limites orçamentais e a escassez de recursos para a organização do programa estão na base deste problema.
É por isso que o ICEP contrata uma empresa de selecção e recrutamento privada para fazer uma filtragem minuciosa das candidaturas. A avaliação dos jovens vai desde uma entrevista presencial a testes linguísticos por telefone, passando por dinâmicas de grupo, para escolher as pessoas com um perfil mais adequado a esta experiência. "Ambição, espírito de iniciativa e trabalho em equipa" são características mais valorizadas nesta fase, diz Vera Sousa Macedo.
Pedro Matos foi um dos jovens que se conseguiu destacar na edição de 2005/2006. Aos 23 anos e com uma licenciatura em gestão de empresas na mão, decidiu candidatar-se ao Inov Contacto, por sugestão da irmã. "Já era o segundo ano que ela estava a tentar e tínhamos esperança de entrar os dois", conta. Daí a meio ano estavam ambos a fazer as malas para o Brasil.
Pedro acredita que o facto de ter realizado uma análise financeira na faculdade sobre a Cimpor, mais tarde premiada pela editora Vida Económica, esteve na base da sua selecção. E, desde que chegou a São Paulo, tem-se esforçado por "aprender tudo o que pode e dar tudo o que tem à empresa" de materiais de construção, afirma. Está "muito satisfeito" com a integração na Cimpor e aplaude também o acompanhamento do ICEP no processo.
Mas nem todos os processos de integração correm tão bem. O número de desistência por edição é muito baixo (entre uma a duas pessoas), mas há registos de mudança de empresa durante o estágio. Pedro Matos conhece alguns. "Custa ver colegas meus deixados ao abandono pelas empresas. A gratuitidade de participação no programa pode levar ao desperdício", acredita.

REDE DE TALENTOS
A taxa de integração de estagiários nas empresas participantes é de XX por cento (ICEP envia dado na segunda-feira). Até agora, o Grupo Amorim, a Logoplaste, o BES e a COBA são as entidades que mais jovens têm contratado. As mais-valias são evidentes: além de terem acesso a recursos humanos extensivamente seleccionados, com um perfil adequado às suas necessidades e a custo zero, por um período de nove meses, ainda podem reter talentos já familiarizados com o funcionamento da empresa. O Grupo Amorim está ligado ao Inov Contacto desde a primeira edição e integrou cerca de 70 por cento dos estagiários nas suas empresas, sobretudo em funções relacionadas com o negócio no estrangeiro. António Carlos Almeida, director de recursos humanos da Amorim Imobiliária, garante que "95 por cento dos casos foram boas experiências" e que estes jovens demonstram "ambição alta, foco na internacionalização e forte capacidade técnica". O BES seguiu o mesmo raciocínio quando decidiu contratar Henrique Relógio. Licenciado em gestão de empresas, este jovem, actualmente com 26 anos, foi seleccionado para a delegação do banco em Nova Iorque, nos Estados Unidos, na edição do Inov Contacto de 2003. A adaptação ao mercado financeiro norte-americano correu tão bem que foi convidado pelo banco a assumir o cargo de gestão de grandes contas internacionais, em Lisboa. Mostra-se "bastante satisfeito" com a possibilidade que o BES lhe ofereceu e diz estar "preparado e interessado" em voltar para o estrangeiro "caso o banco precise".

UM BOM PONTO DE PARTIDA
Mas mesmo os que não conseguem ficar na empresa onde estagiam acabam por ter no Inov Contacto uma boa rampa de lançamento. "O facto de serem escolhidos para integrar o programa e de passarem por uma experiência internacional, normalmente num sítio com nome, abre-lhes logo imensas portas onde não conseguiriam chegar tão rapidamente", assegura Vera Sousa Macedo. Foi o que aconteceu com Rita Duarte. Fez parte da primeira edição do Inov Contacto e a sua carreira começou a definir-se a partir do momento em que estagiou na delegação do ICEP, em São Paulo, no Brasil. Continuou esse trabalho quando regressou a Portugal, dedicando-se sobretudo à área da promoção turística. Três anos e meio depois, com a reestruturação do organismo, passou para a Direcção Regional de Turismo, graças ao trabalho que tinha desenvolvido até então. E, agora, aos 30 anos de idade, faz assessoria no Ministério da Economia. "Como já conhecia bem a realidade do sector público fizeram-me este convite. Comecei com um bom pé e as coisas foram aparecendo", explica Rita Duarte. A rede de contactos que este programa proporciona é um dos seus bens mais valiosos. Após a participação no Inov Contacto, mantêm-se ligados a uma rede de oportunidades, a que muitos outros não têm acesso. No caso de Rita, essa oportunidade estendeu-se à vida privada. Um dos estagiários que entrou na primeira edição do programa é agora seu marido e muitos outros continuam a fazer parte do seu grupo de amigos. "O Inov Contacto não pode ser visto apenas como uma bolsa financeira. É um mundo de oportunidades e de conhecimentos que podem ser úteis para o resto da vida", diz Vera Sousa Macedo. A coordenadora do programa não faz contas às despesas do programa. Entre a contratação da empresa de selecção e recrutamento, as bolsas, os salários dos professores, as viagens e os portáteis atribuídos a cada estagiário, gasta-se "muito dinheiro", diz. Do total, 75 a 80 por cento é financiado pela Comunidade Europeia e o restante pelo Estado português, isto é, pelos contribuintes.

quinta-feira, março 08, 2007

Sauditas a comer

Noticias fresquinhas...

Bem sei que há já algum tempo não “postava” nada, mas não podia deixar de comentar esta notícia bem recente!
Já varias vezes tinha comentado o facto de que na Arábia Saudita um homem e uma mulher que não sejam familiares não podem estar sozinhos na rua ou em qualquer local publico, correndo o risco de serem presos e severamente castigados pelos policias religiosos, os “Muttawas”.

Uma jovem Saudita de 19 anos foi raptada, violada, espancada por 7 homens que no final lhe tiraram fotografias nua para a ameaçar de “black-mail”caso ela comentasse o ocorrido com alguém… Mais tarde a historia foi descoberta e imaginem… ELA foi condenada a 90 chibatadas em praça publica por ter cometido o crime de “estar na rua com homens estranhos sem a companhia de nenhum familiar”…. Mais uma vez, NO COMMENTS.


Noticia completa aqui

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Casamento Saudita






Só no KSA!

Ataque de ratos em pleno voo

Cerca de 80 ratos passearam pela cabine de um avião das linhas aéreas sauditas provocando o pânico nos passageiros.


Mais de 100 passageiros entraram em pânico num voo das linhas aéreas sauditas, quando dezenas de ratos invadiram a cabine.
A notícia, avançada pela BBC, indica que os pequenos roedores, cerca de 80, escaparam da bagagem de mão de um dos passageiros que viajava neste voo doméstico.
Um oficial do aeronáutico citado por um jornal local, adiantou que o aparelho voava a cerca de 8.500 metros quando os ratinhos
começaram a passear-se pela cabine. Nesta altura, já o sinal de manter os cintos apertados estava desligado.

O pânico começou quando alguns dos ratos caíram em cima das cabeças dos passageiros, de acordo com o jornal Al-Hayat, citado pela BBC.
O avião fazia o percurso entre a capital, Riade e Tabuk.
O Avião aterrou em segurança e o dono do saco, e dos ratos, foi detido pela polícia para interrogatório. O mais curioso é saber como o passageiro conseguiu embarcar com um saco cheio de ratos vivos.
Até ao momento não existe explicação para o facto do homem transportar os ratos.


In Info Sapo

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Sheik Saudita in "Volta ao Mundo"


Click para ver a imagem em grande

segunda-feira, novembro 20, 2006

Coca-Cola Anti Muçulmana??

Alguns radicais islâmicos fizeram correr a ideia há já alguns anos, de que o rotulo da garrafa de Coca-Cola lido em frente ao espelho e interpretando com caracteres árabes pode se ler: “No to Mohammed," "No to Mecca.”


Agora ponho-me a imaginar há 120 anos atrás um farmacêutico da Geórgia nos Estados Unidos ao inventar um remédio para as dores com base em folha de coca e noz de cola para vender localmente na sua farmácia se lembrou: “E porque não escrever uma mensagem subliminar anti-muçulmana no nome deste meu novo remédio?”

Enfim…


In: BBC news e www.snopes.com

Garagens Sauditas




terça-feira, novembro 14, 2006

De mãos dadas

Se há coisa que adoro observar quando estou em outros países são as diferenças culturais nos pequenos gestos e atitudes do dia a dia. A forma como os Colombianos indicam a altura de uma pessoa com a mão de lado, em vez de ser na horizontal como nós; a forma como os árabes dizem “espera” juntando os dedos da mão e apontando para cima em vez de mostrar a palma da mão como nós; a forma diferente como as pessoas dos vários países imitam os ruídos dos animais como o cão, o pássaro, etc etc.
Mas entre as várias características dos hábitos da cultura saudita, há uma que me faz realmente confusão: os actos e expressões de carinho e amizade entre os homens e a ausência deles com as mulheres. É raro, ou mesmo proibido demonstrar actos de carinho entre uma homem e uma mulher, como passear de mão dada, um beijo, ou mesmo um carinho. Por outro lado todos os homens, velhos e novos, passeiam de mão dada cumprimentam-se com beijos regularmente e quando não se vêem há muito tempo e são muito amigos… bem, ai é um festival de beijos, narigadas, carinhos e mimos que assusta qualquer ocidental desprevenido!! Se forem trabalhar ou viver para um país árabe já sabem, preparem se para levar umas belas beijocas dos barbudos e que algum deles vos tente dar a mão. Culturas…

quarta-feira, novembro 08, 2006

King Abdullah Economic City

Numa das reuniões de Conselheiros Comerciais da União Europeia que tive o prazer de participar em Riyadh, foi-nos apresentado um dos novos mega projectos para o reino nos próximos anos: A construção de raiz de 5 novas cidades, todas elas comparadas com o Dubai (que foi basicamente construído com capitais Sauditas). Destas a principal e numa fase mais avançada de projecto é a “King Abdullah Economic City”.
Foi um projecto apresentado recentemente a nível oficial e que prevê custos que ascendem os 53 biliões de dólares e estimam que esteja finalizada num prazo máximo de 15 anos. Localizada a cerca de 50 Km a norte de Jeddah no mar vermelho esta cidade prevê chegar aos 2 milhões de habitantes e criar 500 mil novos postos de trabalho numa área de 55 milhões de metros quadrados.
A cidade estará estrategicamente dividida e organizada por áreas de negócios, industrial, residencial, educacional, porto, e zona de lazer e resorts.
Alguns números:
- 2 Milhões de habitantes
- 500.000 Postos de trabalho
- 50.000 Lojas
- 120 Hoteis
- 250.000 Quartos de hotel
- 13,8 Milhões de metros quadrados de porto marítimo
- 4,9 Milhões de metros quadrados de novos canais e rios inspirados em Amesterdão
- 5 Marinas de recreio com capacidade para 3.000 barcos
- 550 Mesquitas
- Campus Universitário com capacidade para 18.000 alunos

E não esquecer que este é apenas o projecto de uma das 5 cidades que vão ser criadas... olho neles!!!





sexta-feira, novembro 03, 2006

Censura V

Recentemente descobri que na primeira fase de abertura da Arábia Saudita à música e cultura do ocidente, existia um esforço e interesse por parte das empresas ocidentais em cumprir as suas regras para conseguir entrar e triunfar nesse mercado. Foram muito poucas as empresas que alteraram especialmente para o reino os seus produtos que eram vendidos iguais por todo o mundo. Ainda assim encontrei esta preciosidade: Alguns Cd’s da Mariah Carey onde a censura era feita pela própria discográfica nos seus produtos para poderem entrar no mercado.

Bons tempos, hoje em dia, diz se que há nas cidades portuárias armazéns gigantes onde milhares de emigrantes dedicam os seus dias a passar marcadores pretos nas “meninas descascadas” de todos os produtos ocidentais. É inimaginável a quantidade de pessoas que tem que fazer isto diariamente em todos os jornais e revistas, capas de cd’s, dvd’s, caixas de cereais, champôs e todo o tipo de produtos que tragam “pornografia” nas suas embalagens.








Chocante

Ao longo destes 6 meses fartei me de ler notícias e artigos extraordinários sobre os temas mais sórdidos e inacreditáveis que alguma vez li. Mas sem duvida ouve uma notícia que me marcou muito, provavelmente a mais chocante de todas as incríveis histórias da sociedade Saudita: em 2002 uma escola começou a arder e as raparigas foram proibidas de sair da escola pela polícia religiosa por não estar com a “abaya” e o véu vestido. Os bombeiros foram proibidos de entrar também, resultado, 15 meninas mortas e muitas feridas.

Este é um daqueles post’s que tinha aqui guardado para escrever há já muito tempo, mas sabendo que tinha o blog controlado pelo departamento de censura, falar sobre ele poderia trazer-me problemas. Aqui vai a notícia completa.



Polícia saudita impede resgate de meninas em incêndio

Quinze meninas morreram em um incêndio numa escola em Meca, na Arábia Saudita, porque a polícia religiosa do país as teria impedido de deixar o prédio em chamas. Os policiais teriam alegado que elas não estavam vestidas de acordo com a lei islâmica e, portanto, não podiam sair à rua. Outras 50 meninas ficaram feridas no incêndio enquanto mais de 700 de seus colegas foram salvos pelos bombeiros. Segundo testemunhas entrevistadas por jornais sauditas, os policiais da chamada Comissão para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício bateram nas crianças e fecharam os portões para que elas não deixassem o prédio sem o véu utilizado pelas muçulmanas para cobrir a cabeça.

-Interpretação rígida

A Arábia Saudita adota uma das interpretações mais rígidas do islamismo e a comissão é responsável por monitorar o cumprimento do código de vestimenta, e de regras como a da separação por sexo e a do horário das orações.
Quando o incêndio começou, os portões da escola estavam trancados para garantir que não houvesse convívio entre meninos e meninas.
Os sauditas que são pegos descumprindo alguma dessas regras são punidos com agressões físicas ou, dependendo do caso, presos.
Segundo o jornal
The Saudi Gazette, testemunhas disseram ter visto policiais impedindo que homens ajudassem as meninas alegando que era "um pecado se aproximar delas".

"Vidas poderiam ter sido salvas se não fosse pela comissão", disse o jornal em uma rara crítica à temida polícia religiosa do país.

In BBC Brasil.com

segunda-feira, outubro 30, 2006

sexta-feira, outubro 27, 2006

quinta-feira, outubro 26, 2006

Tlim, tlim, tlim, tlim, tlim.....

Hoje foram batidas as 10.000 visitas ao Sheik Saudita.

Obrigado a todos os que visitam o blog.

Momentos VI

-SMILE :)!!!!
Sauditas de Férias

Momentos V

Separação na estrada: Muçulmanos por um lado, não Muçulmanos por outro

Sinais de (não) mudança – Correcção

A 15 de Setembro contei o episódio de dois amigos que tinham sido presos por tirar uma fotografia a uma base militar. Na altura ainda não tinha estado com eles e apenas tinha ouvido a história por outros, por isso fica a correcção: A fotografia do “crime” não foi tirada a nem a nenhum edifício militar nem mesmo a um edifício público, mas sim ao chão. Sim ao chão! Quando iam para o trabalho encontraram uma situação de “Arábia Saudita no seu melhor”, um buraco no chão no meio da estrada e algum génio lembrou-se de meter o pino de sinalização, imaginem, dentro do buraco!!

Aqui fica a prova do crime que lhes valeu uma visita as cadeias Sauditas

Back to Portugal

É verdade, estou de volta a Portugal! Mas isso não significa que seja o fim deste blog, atrevo-me mesmo a dizer que agora vem o melhor. Ao longo destes meses fartei me de tirar fotografias encontrar notícias surreais e começar a escrever post’s que ficaram inacabados ou que não foram publicados por causa da censura. Agora esta na hora de serem publicados sem pontinhos e sem erros, obviamente sempre com o devido respeito pelo país que me acolheu e onde tantos amigos deixei. "O Sheik Saudita" continua, não morreu, e quem sabe um dia parta para uma nova aventura... Quem sabe....

terça-feira, outubro 10, 2006